Polícia vai investigar ligação do PCC com ocupações em SP, diz jornal

(Foto: ABr)
Movimentos que cobram aluguel de sem-teto podem virar alvo de investigação em São Paulo. Segundo reportagem do jornal ''O Globo'' desta sexta-feira (4), a polícia suspeita de uma possível ligação entre a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e as ocupações na capital paulista. 
Segundo o jornal, equipes que atuam no combate ao crime organizado afirmam ter indícios de que o PCC usaria algumas dessas ocupações como fachada para esconder drogas, armas de traficantes. 
Causa da tragédia
Na última terça-feira (1º), moradores do prédio que ruiu após um incêndio no Largo Paissandu disseram pagar até R$ 400 por mês para o Movimento da Luta Social por Moradia (MLSM).  
Ontem, as investigações concluiram que o incêndio que causou o desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida foi causado por um curto-circuito em uma tomada de um cômodo no quinto andar. O espaço era ocupado por uma família de quatro pessoas. Segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, o pai e uma criança ficaram feridos com queimaduras graves.
"O incêndio começou no quinto andar, em um cômodo que era ocupado por uma famílias, quatro pessoas, duas dessas pessoas sofreram ferimentos e foram levadas para o hospital. Uma para a Santa Casa e outra para o Hospital das Clínicas”, disse o secretário.
O estado da criança, que tem 3 anos de idade, é grave. Ela foi socorrida pelo pai, que está com dois terços do corpo queimados. ''Mas está em uma situação aparentemente melhor que a da criança”, informou o secretário.
De acordo com Barbosa Filho, três aparelhos estavam ligados na tomada onde ocorreu o curto-circuito: um micro-ondas, uma geladeira e uma televisão. “Não foi uma briga de casal [como chegou a ser cogitado inicialmente], o que aconteceu foi a fatalidade, em um prédio que tinha diversas irregularidades, essa tomada ligava três aparelhos, terminou vitimando a família que ocupava esse cômodo”. O secretário disse que a mãe, que já foi ouvida pela polícia, conseguiu salvar o outro filho, um bebê.
Até o momento, o Corpo de Bombeiros considera que há quatro vítimas sob os escombros. Segundo a corporação, as chances de sobrevivência, decorridas mais de 48 horas após o desabamento do prédio, são mínimas.

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