Após tiroteios e cerco, ministro diz que há 'estabilização' na Rocinha

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta segunda-feira (25) que a comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio, vive um momento de "estabilidade" após o cerco militar iniciado na tarde da última sexta-feira (22).

"Há uma estabilização de ontem para cá da situação dentro da comunidade da Rocinha e os tiroteios reportados não são mais entre traficantes, mas entre polícia e os bandidos", explicou o ministro em entrevista à rádio CBN.

Para ele, a presença as forças armadas na região, onde vivem 80 mil pessoas, trouxe impacto positivo. "Primeiro porque você tinha um clima de guerra entre facções lá dentro, o que levava o terror àquela comunidade. A Rocinha tem aproximadamente 80 mil pessoas, algo como 25 mil domicílios e uma área de 142 hectares. E adjacente a ela você tem a Floresta da Tijuca, que tem aproximadamente 4.000 hectares e por onde uma parte dos bandidos se evadiu. Eles se encontravam até a noite de ontem cercados, e a polícia fazendo lá dentro [procurando pelos criminosos]".

Perguntado sobre o prazo para a atuação dos militares, o ministro respondeu que tem ordem de ficar no Rio de Janeiro até o final do próximo ano. "Estamos lá, segundo determinação do presidente Michel Temer, até o último dia de dezembro de 2018, então nós estaremos lá permanentemente colaborando com as polícias", informou Jungmann. "Ficaremos, não necessariamente na Rocinha, mas no Rio de Janeiro, até o último dia do atual governo.".

Jungmann ainda destacou que o uso das forças armadas "não resolve o problema criminal". "As forças armadas não têm treinamento de polícia. São feitas para a guerra, são feitas para destruir. E, óbvio, ninguém quer destruir a Rocinha", disse o ministro. "Quem tem que fazer isso são as forças policiais. Elas entram ajudando, apoiando, como logística e inteligência. O papel central é das polícias".

Ações continuam

Militares das forças armadas mantêm nesta segunda o cerco ao entorno da comunidade, com patrulhamento de vias como a Autoestrada Lagoa-Barra, que liga a zona sul do Rio de Janeiro à Barra da Tijuca. Pelo menos 18 pessoas foram presas.

Desde 22 de setembro, foram apreendidos 22 fuzis, duas pistolas, oito granadas, explosivos caseiros e mais de duas mil munições e carregadores. A operação conjunta das polícias civil e militar com as Forças Armadas já prendeu 16 suspeitos e apreendeu dois adolescentes. Duas pessoas morreram em confronto com os policiais, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública.


A violência se acirrou na comunidade quando grupos rivais de criminosos iniciaram um conflito armado pelo controle do território, há nove dias. Por determinação do governo federal, a polícia chegou à comunidade um dia depois que a disputa teve início.

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