Dono de 1º posto investigado na Lava Jato diz que foi "ameaçado pela PF para fazer delação"

O proprietário do primeiro posto de combustíveis investigado na Operação Lava Jato, em 2014, diz que a Polícia Federal (PF) o ameaçou para que ele aceitasse um acordo de delação premiada. Em entrevista ao portal UOL, o empresário e doleiro Carlos Habib Chater afirmou que o ex-chefe da PF, Márcio Anselmo, disse que ele ficaria preso, a menos que ele dissesse nomes que interessavam à investigação.


"Ele disse que me envolveria com o narcotráfico, que eu ficaria mais de 20 anos na cadeia, que me livraria em uma semana caso eu dissesse quem eram os agentes público ou os políticos que recebiam [propina] aqui”, afirmou o empresário.

Chater é dono do Posto da Torre e foi o primeiro preso da Operação Lava Jato, logo no seu início. De acordo com as investigações, o estabelecimento funcionava como uma espécie de “caixa eletrônico da propina”. Políticos eram suspeitos de buscar dinheiro de origem ilícita no local. O empresário também é acusado de lavagem de dinheiro e de ser um dos operadores do doleiro Alberto Youssef.


Atualmente, Carlos Habib Chater cumpre pena em liberdade. Ele foi condenado pelo juiz Sergio Moro a 9 anos e 9 meses e cumpriu 1 ano e 7 meses em regime fechado. O ex-chefe da PF, Márcio Anselmo, foi procurado pela reportagem do UOL, mas não se manifestou sobre o caso.

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