Suspeitos de matarem caseiro durante roubo a chácara são presos

Israel Medeiros da Silva, de 32 anos, e Wellington Palheta do Nascimento, de 29, foram presos suspeitos de matarem um caseiro, de 48 anos, em um assalto a uma chácara no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, no dia 23 abril de 2017. Um outro envolvido no crime morreu durante as investigações e outros três ainda seguem foragidos. À imprensa, eles negaram participação no crime.

O caseiro de uma chácara de alto padrão foi morto com duas facadas no pescoço durante um assalto. Televisões, celulares e bebidas importadas foram levadas do local. Um chip de celular foi encontrado na cena do crime e auxiliou a polícia a chegar até os suspeitos, segundo explica o delegado Rodrigo de Sá, do 20° Distrito Integrado de Polícia (DIP).

“Com o chip, chegamos a identificação do aparelho celular da vítima que foi levado do local. Constatamos que, minutos após o crime, o Israel foi o primeiro a receber o aparelho e uma mulher comprou dele em seguida. Conseguimos todos os registros de uso do celular como ligações e mensagens. Em um intervalo de pouco tempo, o caseiro usou o celular e, em seguida já estava com Israel”, comentou o delegado.

Nas investigações, a polícia descobriu que os suspeitos conheciam a vítima e costumavam sair juntos. "No dia do crime, eles estavam bebendo na casa do Wellington. O caseiro se dava bem com as pessoas, era namorador. Esse grupo colocou duas mulheres na situação e decidiu ir até a chácara”, explicou.

Ao chegar no local, o grupo de pessoas se deparou com objetos de valor e decidiu cometer o crime, de acordo com o delegado. Ele explicou também que o caseiro resistiu ao crime e teve uma luta corporal com os suspeitos. O grupo conseguiu imobilizar a vítima, que foi amarrada com os braços para trás e morto em seguida.

Ao todo, a polícia prendeu temporariamente seis pessoas, entre os dias 12 e 14 de junho, que possivelmente estavam envolvidas no caso. Quatro dos presos foram liberados por contribuírem com as investigações e não terem envolvimento direto no crime, segundo Sá.

Israel e Wellington continuaram presos. O delegado afirmou que, posteriormente, constatou a participação da dupla no latrocínio e solicitou da Justiça um mandado de prisão preventiva.

Em depoimento à polícia, a dupla negou o envolvimento no crime. Apresentados em uma coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (12), Israel afirmou que comprou o celular por R$ 10, de pessoas que passaram pela borracharia onde ele que trabalhava.

O delegado Rodrigo Sá informou ainda que, durante a investigação, outras quatro pessoas foram identificadas como participantes do crime. Um deles morreu antes de ser preso e outros três estão foragidos.


Israel e Wellington foram indiciados por latrocínio e associação criminosa. Após os procedimentos cabíveis na delegacia, eles devem ser encaminhados para o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), onde devem permanecer à disposição da Justiça.

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