Procurador diz que acordo com a JBS danificou a imagem da Lava Jato

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos principais integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba (PR), criticou a delação fechada com a JBS, defendeu condenações baseadas em indícios e afirmou que a Operação está chegando ao seu ciclo final em Curitiba.

Santos Lima criticou o que chamou de falsos apoiadores da Lava Jato e citou um dos senadores da base do presidente Michel Temer para ilustrar sua afirmação: “O exemplo é o Jucá [Romero] fazendo coraçõezinhos pró-Lava Jato na avenida Paulista”. O procurador disse, também, que o governo tem promovido um “sufocamento econômico” da Operação e garantiu que a Polícia Federal vem sentindo isso.

O integrante da força-tarefa da Lava Jato criticou a absolvição do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, no TRF-4 e garantiu: “Existem provas. Dizer que inexistem é um equívoco dos juízes”. O procurador foi além e defendeu a condenação com base em indícios: “Nossa tradição jurídica diz que indícios veementes são suficientes para condenar. No caso do Vaccari, ele não usa métodos bancários, ele usa a mochilinha”.


Ao ser questionado se há alguma possibilidade de a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser derrubada no TRF, o procurador foi enfático: "Qualquer que seja o processo sempre vai ser arriscado".

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