Ministério Público investiga caminho da suposta propina recebida por Geddel Vieira

O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para tentar traçar a rota de uma suposta propina que teria sido destinada ao ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). De acordo com o UOL, procuradores do MPF do Distrito Federal tentam descobrir a origem do dinheiro e o caminho que teria sido feito até hipoteticamente chegar ao político.

Geddel Vieira Lima é suspeito de integrar um esquema que acelerava a liberação de recursos do FI-FGTS, fundo de investimentos que utiliza recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, a diversas empresas. Em troca, o grupo receberia propina paga pelas companhias.

O caso está a cargo dos agentes da Operação Greenfield, um desdobramento da Lava Jato. O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) também é suspeito de fazer parte do esquema. Ao lado de Geddel, o ex-deputado teria sido responsável pela liberação de R$ 1,2 bilhões do FI-FGTS em troca de propina.

Os dados coletados na investigação do MPF podem ser usados em uma possível denúncia contra Geddel por crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro. O ex-ministro já foi denunciado por crime de obstrução de Justiça.


Geddel Vieira Lima foi preso em 03 de julho na cidade de Salvador. Em seguida, foi transferido a Brasília. No dia 12 de julho, a Segunda Instância da Justiça Federal em Brasília concedeu prisão domiciliar ao ex-ministro. A decisão foi proferida pelo desembargador Ney Bello, motivada por um pedido de liberdade feito pela defesa de Geddel.

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