Líder do governo diz que prioridade no retorno do Congresso é votar MPs

O recesso do Congresso Nacional se encerra na próxima quarta-feira (2), mas o líder do governo na Câmara, deputado André Moura (PSC-SE), já participou hoje (27) de reunião no Palácio do Planalto para a definição da pauta prioritária para o retorno.

Com a pauta da Câmara trancada por três medidas provisória e a do Senado trancada por mais duas, o líder governista admite que as votações de MPs serão as prioridades. Segundo ele, duas medidas em especial receberão o foco de trabalho do governo, a que cria a taxa de longo prazo (TLP) – nova taxa de juros criada para remunerar os contratos de financiamento com o BNDES - e a que torna a onerar a folha de pagamento de cerca de 50 setores da economia.

“Na comissão mista, nossa meta principal agora é a Medida Provisória 777, que é a da taxa de longo prazo. No plenário, é votar as medidas provisórias que estão na frente para que possamos chegar na reoneração, que é a mais importante de todas elas entre as que estão prontas para votação em plenário”, explicou Moura.

A comissão mista analisa as medidas provisórias e faz modificações ao texto enviado pelo governo antes que o tema seja remetido aos plenários da Câmara e do Senado.

Arrecadação

O líder governista também falou sobre a expectativa de novos cortes no Orçamento Geral da União (OGU), que deverá ser remetida pelo Ministério do Planejamento para análise do Congresso em breve. Segundo ele, o foco do governo para garantir que a meta fiscal de déficit de R$ 139 bilhões para este ano seja atingida é no aumento da arrecadação.

Segundo Moura, o aumento de arrecadação não se dá necessariamente por meio do aumento de impostos. De acordo com ele, há medidas em tramitação no Congresso Nacional que, se forem aprovadas, permitirão o aumento da arrecadação. Até lá, no entanto, o líder diz que os cortes serão necessários.


“O anúncio que será feito pelo Ministério do Planejamento lógico que traz preocupações, é natural isso. Ninguém quer saber de cortes, mas são necessários. Necessários para manter a meta fiscal, necessários para manter o equilíbrio da economia. Então, nós estamos cientes disso e agora vamos trabalhar para aumentar a arrecadação, que é o nosso grande problema hoje, para que nós possamos evitar até o final do ano novos cortes”, disse.

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