Força Nacional permanece até 31 de dezembro no Amazonas

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, autorizou a prorrogação do emprego da Força Nacional de Segurança até o dia 31 de dezembro deste ano em apoio ao sistema prisional do Amazonas. A Portaria com a prorrogação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (27), considerando “manifestação expressa” do Governo do Amazonas.

O apoio da Força Nacional de Segurança foi solicitado pelo governo do Estado em janeiro, após o massacre que deixou 64 mortos em presídios de Manaus. De acordo com a Portaria de prorrogação, a operação nos presídios do Estado terá o apoio logístico e a supervisão dos órgãos de segurança pública do Amazonas, nos “termos do convênio de cooperação firmado entre as partes, bem como permissão de acesso aos sistemas de informações e ocorrências no âmbito da Segurança Pública, durante a vigência da portaria autorizativa”. O número de policiais a ser disponibilizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública obedecerá ao planejamento definido pelos envolvidos na operação.

Em janeiro, os assassinatos ocorreram em três unidades prisionais: Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, que havia sido reativada para receber presos após o massacre do dia 1º de janeiro.

Em junho, o secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, disse que “seria conveniente” a Força Nacional ficar até o fim do ano “face ao atual embate de facções que se desenrola fora dos presídios e que inviabiliza a disponibilização de mais policiais para apoiar o sistema prisional neste momento”.

Mais Estados

Os homens da Força Nacional chegaram ao Estado no dia 10 de janeiro, no avião C-99 da Força Aérea Brasileira (FAB), e em um Hércules. A medida fez parte do auxílio do governo federal a sete Estados que pediram ajuda para reforçar a segurança no sistema penitenciário: Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins.


Somadas as mortes nas rebeliões do Amazonas e Roraima, o número passou de 100, no início do ano. No Amazonas, o massacre foi resultado de uma rivalidade entre membros das facções Família do Norte (FDN) e Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

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