Equipes da Derfd prendem cinco homens envolvidos em roubo a estaleiro, ocorrido em junho deste ano, na zona Oeste

O delegado Adriano Felix, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), falou na manhã desta quarta-feira, dia 12, durante coletiva de imprensa realizada às 9h30, no prédio da unidade policial, sobre as prisões, em cumprimento a mandados de prisão temporária, de cinco integrantes de uma organização criminosa interestadual, especializada em corte de caixas eletrônicos, arrombamento de cofres e desarmamento de alarmes eletrônicos.

Conforme o titular da Derfd, Julio Cézar dos Santos Gomes, 21, conhecido como “Lourinho”; Renan Ricarde Reis, 23; Tomé Rivas dos Santos, 28, o “Negão”; Carlos André Moreira Mendonça, 39, e Josué de Andrade Silva, 40, chamado de “Velho”, são apontados como autores de roubo ocorrido na madrugada do dia 5 de junho deste ano, por volta de 1h, a um estaleiro localizado na Avenida Padre Agostinho Caballero Martin, bairro São Raimundo, zona Oeste da capital. Do local os infratores subtraíram R$ 66 mil em espécie, após renderem os vigilantes do estabelecimento.   

A autoridade policial informou que os cinco infratores foram presos durante ação deflagrada pelas equipes da Derfd ao longo da última terça-feira, dia 11. Josué foi preso por volta das 17h, no Campo do Bahia, Rua Rio Dimiti, bairro São José Operário, zona Leste da capital. Já Carlos, Julio, Renan e Tomé foram presos em via pública, no Conjunto Francisca Mendes, bairro Cidade Nova, zona Norte da capital. As ordens judiciais em nome do infratores foram expedidas no dia 7 de julho deste ano, pelo juiz Henrique Veiga Lima, da 9ª Vara Criminal.


 “Logo após o roubo ao estaleiro começamos a investigar essa associação criminosa interestadual, uma vez que eles não agiam somente na nossa capital, mas também em estados como Mato Grosso e Pará. A partir daí conseguimos identificar esses cinco elementos e representar à Justiça o pedido de prisão temporária em nome deles”, argumentou Felix.

Com o grupo os policiais civis apreenderam objetos utilizados para arrombar caixas eletrônicos e cofres, como maçarico, furadeira de alto impacto, macaco hidráulico, uma bateria automotiva, um extintor de incêndio, dois cilindros de oxigênio, além de outros itens utilizados em ações criminosas.

Adriano Felix explicou como cada integrante do bando agiu no roubo ao estaleiro. “Julio Cézar é o chefe da associação criminosa e recebia instruções para roubos de dentro e fora de presídios. Renan é especialista em corte de caixa eletrônico, arrombamento de cofres e desarmamento de alarmes de segurança. “Negão” guardava os equipamentos utilizados nos delitos, como furadeiras e varetas de solda. “Velho” conseguia as ferramentas para arrombar cofre e caixas eletrônicos e possuía um automóvel modelo Savero, de cor vermelha, que era usado para levar os materiais para a casa de Tomé, na segunda etapa do Conjunto Francisca Mendes”, disse.


O delegado afirmou que a quadrilha recebeu de Carlos informações privilegiadas sobre o estaleiro, já que o infrator havia trabalhado no lugar como soldador e tinha conhecimento sobre a movimentação financeira do local. “Carlos repassou informações a Julio Cézar, que era o cabeça grupo. Julio Cézar pegava as informações de pessoas que trabalhavam nas empresas, ex-funcionários e funcionários. Ele também coletava informações privilegiadas de dentro do sistema prisional e aí reunia todos os integrantes do bando a outras pessoas que moram nos estados onde ocorriam os roubos, para colocar em prática as ações criminosas”, enfatizou. 

Felix destacou que o grupo estava planejando dois roubos a grandes empresas. “Os infratores pretendiam cometer esses dois roubos, de quantia estimada em R$ 600 mil, que estaria guardada nesses dois estabelecimentos comerciais. Eles roubavam, também, caixas eletrônicos encontrados em drogarias e pequenos estabelecimentos comerciais na cidade. Os infratores também procuravam alugar residência perto desses pequenos estabelecimentos comerciais, para facilitar o procedimento criminoso”, concluiu o titular da Derfd.

Carlos, Josué, Julio, Renan e Tomé foram indiciados por roubo majorado e associação criminosa. Ao término dos procedimentos cabíveis na Derfd, o grupo será levado ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), onde irá permanecer à disposição da Justiça.


FOTOS: Erlon Rodrigues / Assessoria de Imprensa da PC-AM

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