Empresas de segurança no Amazonas são fiscalizadas pela PF

Quatro empresas que oferecem serviço de segurança particular no Amazonas foram fiscalizadas pela Polícia Federal (PF). Das quatro empresas, apenas uma localizada no município de Parintins, a 369 km de Manaus, não estava em situação irregular. A operação “Segurança Legal” foi deflagrada em todos os estados do país, no final da última semana.

A Delegacia de Controle de Segurança Privada, que no Amazonas é chefiada pelo Delegado Ricardo Raposo, foi responsável em coordenar a fiscalização no estado. A operação é uma espécie de “pente fino” para checar a qualidade do serviço prestado pelas empresas de segurança privada em todo o país e fechar estabelecimentos clandestinos.

Em todo Amazonas foram quatro empresas fiscalizadas, sendo três na capital e uma no interior. Em Manaus, equipes da Polícia Federal fiscalizaram uma empresa no bairro Alvorada e uma no bairro bairro Planalto, ambas localizadas na Zona Centro-Oeste de Manaus. E uma empresa no bairro Cidade Nova, na Zona Norte de Manaus. Além da empresa localizada no município de Parintins.

Nos três estabelecimentos situados na capital, foram observadas algumas irregularidades nos equipamentos de segurança utilizados. As equipes de fiscalização observaram a origem e qualidade dos equipamentos, para elucidar também se armas e munições não foram adquiridas de maneira irregular ou contrabandeadas, por exemplo.

Foram apreendidos coletes balísticos por não serem utilizados conforme normas específicas de segurança. Nessa fiscalização não houve apreensão de armas.

Também é observado a mão de obra oferecida pelo serviço de segurança, como antecedentes criminais e formação. Neste caso, todos os funcionários estavam dentro do regulamento seguido pela polícia.

A empresa fiscalizada em Parintins foi contratada para realizar a segurança privada no bumbódromo durante o festival dos bumbás, realizado no fim de semana no município. De acordo com a PF, o estabelecimento estava em ordem.

De acordo com informações repassadas pela Polícia Federal, as empresas que apresentaram alguma situação irregular responderão a processo administrativo que pode, dependendo do caso, resultar na perda dos materiais arrecadados.

Os estabelecimentos têm a partir do dia 30 de junho prazo de dez dias para apresentar defesa e, em seguida, mais 10 dias para recurso. Em caso de reincidência, as empresas poderão responder criminalmente.

Operação

Em todo o país, aproximadamente 500 policiais federais participaram da operação em todos os 27 estados da Federação.

De acordo com informações repassadas pela PF, no Brasil, existem mais de 2.500 empresas de segurança privada legalizadas. Entretanto, estima-se que o número de companhias clandestinas que atuam no setor seja quase o dobro desse número, causando a chamada concorrência predatória.


O órgão informou ainda que o serviço clandestino de segurança privada movimente por ano a quantia em torno de R$ 60 bilhões, valor que escapa também ao recolhimento de tributos além de ser produto, quase a totalidade dos casos, de uma violação flagrante dos direitos trabalhistas por meio de postos informais de trabalho.

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