Desembargadores e Juízes do TJAM reforçam ações do Tribunal Regional Eleitoral nas eleições de agosto

Faltando aproximadamente duas semanas para as eleições suplementares de agosto, onde serão escolhidos o novo governador e vice-governador do Amazonas, os magistrados do Tribunal de Justiça do Estado (TJAM) já estão atuando no reforço às ações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM).


“O Amazonas possui dimensões continentais e é preciso planejamento porque uma coisa é chegar na sede do município e a outra é chegar em uma comunidade indígena, usando uma canoa com motor. Tudo tem de ser calculado. Não podemos deixar nada para última hora. Importante é que no dia das eleições a urna eletrônica esteja lá, os eleitores votem e os dados possam ser transmitidos via satélite. Esse é um trabalho que começa no Judiciário, mas que conta com a colaboração de muitas pessoas - a dedicação de um mesário convocado, de juízes, do trabalho de policiais, das forças armadas e de diversos servidores”, disse o presidente do TRE-AM, desembargador Yedo Simões.

De acordo com o magistrado, o planejamento eleitoral estava focado no segundo semestre de 2018, mas com a antecipação para agosto de 2017, devido à cassação do ex-governador do Estado, José Melo, o TRE precisou se desdobrar. Além dos membros da Corte, os juízes e servidores estão enfrentando uma verdadeira maratona para deixar tudo pronto para o dia 6 de agosto.


Peculiaridades

Em Atalaia do Norte, por exemplo, localizado a mais de mil quilômetros da capital, além das zonas eleitorais na sede do município, existem pontos de votação que serão distribuídos em tribos indígenas. “O interior do Amazonas tem suas características e há dificuldade de deslocamento. No caso de Atalaia, das 10 seções eleitorais, seis ficam dentro de tribos e o acesso é feito somente de helicóptero do Exército Brasileiro. Se o tempo tiver fechado, não se consegue chegar ou sair. O grau de dificuldade é muito grande e o juiz eleitoral tem de fiscalizar tudo para dar certo”, explica o juiz de Direito Luís Márcio Nascimento Albuquerque, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Manaus e também responsável pela eleição em Atalaia do Norte.

“Passei dez anos no interior e essa experiência me ajudou muito. Hoje está mais fácil porque existe a internet, o que facilita a nossa comunicação. Antigamente era bem mais complicado”, disse Luís Márcio.

Aventuras pelo interior amazônico

A juíza titular da 5ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, Andrea Jane Silva de Medeiros, que também preside a 1ª Zona Eleitoral de Manaus, tem um longo histórico de eleições no interior do Amazonas. “Já presidi oito eleições entre municipais e gerais. Parto do princípio que a eleição é uma festa democrática e para realização desta temos que atingir o mais longínquo eleitor e essa, sem dúvida, é a maior dificuldade enfrentada pela Justiça Eleitoral. Chegar à comunidade de Maku-Nadeb no município de Japurá, onde presidi às eleições de 2014, foi sem dúvida uma gratificante aventura, em que embarquei em um avião de grande porte até o município de Tefé, de lá embarquei em um avião monomotor para uma viagem de 1h20 até o município de Japurá, de onde segui de 'voadeira' (pequena embarcação com motor) até uma comunidade indígena, com 120 eleitores, aproximadamente”, contou Andrea Jane.

A magistrada é responsável pela 1ª Zona Eleitoral da Capital e diz que apesar de o acesso ser bem mais fácil, a responsabilidade é a mesma.

“Cumpro com a mesma responsabilidade, com o mesmo entusiasmo desempenho minhas funções junto à 1ª Zona Eleitoral em Manaus. Os desafios são diferentes, com um número bem maior de eleitores e seções eleitorais. Contudo, missão precípua é a mesma, ou seja, fazer com que cada eleitor exerça sua a cidadania plena ao escolher seus representantes. E, estamos todos da justiça eleitoral trabalhando para que isso se realize com sucesso”, disse a magistrada.

Assessoria de Comunicação


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