Custos com saúde trans no serviço militar dos EUA seriam menores do que com Viagra

Na última quarta-feira, 26, Donald Trump anunciou que transgêneros não poderão servir nas Forças Armadas americanas em "nenhuma condição". "Nossas Forças Armadas devem estar focadas em vitórias decisivas e esmagadoras e não podem ser oneradas com os tremendos custos médicos e transtornos que transgêneros nas Forças Armadas implicariam”, disse Trump ao anunciar a medida no Twitter.

Porém, esses 'tremendos custos' aos quais o presidente dos Estados Unidos se refere podem não ser tão absurdos assim.

De acordo com um estudo de 2016 da Rand Corporation, os custos médicos com membros trans no serviço militar representam uma "porção excessivamente pequena das despesas em saúde do componente ativo". A pesquisa estima que em 2014 havia 2.450 militares transgêneros nos EUA em um contingente total de 1,3 milhão.

Conforme relatou o site People, os custos do Sistema de Saúde Militar cresceriam entre US$ 2,4 milhões e US$ 8,4 milhões (entre R$ 7,5 milhões e R$ 26,4 milhões) por ano se os cuidados fossem estendidos aos membros trans. Esse aumento representaria de 0,005% a 0,017% das despesas gerais de cuidados de saúde do Departamento de Defesa, que totalizaram US$ 49,3 bilhões (mais de R$ 150 bilhões) naquele ano.

Além disso, a Rand Corporation estimou que, dentro do grupo de militares transgêneros, de 29 a 129 pessoas em serviço ativo procurariam qualquer assistência médica relacionada à transição de gênero.

Outro estudo, de setembro de 2015, publicado no New England Journal of Medicine mostrou que tratar de soldados Transgêneros equivale a "pouco mais do que um erro de arredondamento" no orçamento militar, segundo contou o site Stat, direcionado para assuntos da saúde.

Em comparação com outros gastos do governo, os custos com pessoas trans no serviço militar parecem bem menores do que Trump anunciou. Segundo a NBC News, as viagens do presidente norte-americano de Washington a Mar-a-Lago, na Flórida, custaram de US$ 1 milhão a US$ 3 milhões, sendo que, até agora, ele passou sete finais de semana lá durante a presidência.

Outro grande gasto militar dos EUA seria com Viagra. De acordo com o Washington Post, as Forças Armadas gastam cinco vezes mais com o medicamento do que gastaria em cuidados médicos para soldados transgêneros. Os custos totais com a disfunção erétil são de US$ 84 milhões por ano (mais de R$ 264 milhões), sendo que US$ 41,6 milhões (quase R$ 131 milhões) é apenas com Viagra.


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