Comissão aprova pedido para Senado suspender reforma trabalhista

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) encaminhará ao Plenário requerimento propondo a suspensão da tramitação do projeto da reforma trabalhista (PLC 38/2017). Ao propor o pedido, aprovada pelo colegiado nesta terça-feira, 4, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), argumentou que é preciso aguardar a decisão da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a denúncia contra o presidente da República, Michel Temer, apresentada pelo procurador-geral da República, que acusa o chefe do governo de ter cometido crime de corrupção passiva. 

Na minuta do requerimento, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), argumentou que é preciso aguardar a decisão da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a denúncia contra o presidente da República, Michel Temer, apresentada pelo procurador-geral da República, que acusa o chefe do governo de ter cometido crime de corrupção passiva. 

Na minuta do requerimento, a senadora afirma que a crise política atingiu seu ponto mais elevado com a denúncia apresentada pelo procurador, em que pela primeira vez na história do país um presidente é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro durante o mandato, depois de um “golpe parlamentar” contra a antecessora. Segundo Gleisi, a denúncia tem “provas robustas”, inclusive gravações em que o presidente aparece em tratativas com seu delator. Na sua visão, o processo caminha muito em breve para o afastamento do presidente do cargo.


Para Gleisi, diante da gravidade do momento atual, tanto no plano político quanto econômico, não faria sentido avançar com a reforma trabalhista, proposta por “um governo moribundo”, que retira direitos dos trabalhadores “de forma vil”. 

Glesi Hoffmann observa ainda que a base do governo “usurpou” a prerrogativa do Senado como Casa revisora, aprovando acordo proposto pelo líder do governo para assegurar a aprovação da matéria com “imperfeições absurdas”, sob a promessa do envio de medida provisória para promover as correções necessárias após a sanção do texto. Porém, justiäca, o quadro vigente é de “insegurança absoluta” em relação ao futuro do atual governo. 

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