Cabral nega cobrança de propina e diz que campanha teve caixa dois

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, prestou depoimento nesta segunda-feira (10) na 7ª Vara Federal Criminal do RJ. Em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, Cabral negou ter cobrado propina em contratos públicos e chegou a chamar a acusação de "maluquice". O peemedebista está preso desde o ano passado sob acusações de corrupção, lavagem de dinheiros e outros crimes investigados pela Operação Lava Jato.

Cabral definiu a prática de caixa dois como um "hábito da política brasileira" e disse que, em sua campanha, "houve doações legais e caixa dois". O ex-governador também afirmou que todos os partidos brasileiros recebem doações extraoficiais e que essa modalidade de doação é uma "prática disseminada".

Segundo as investigações, havia uma cobrança padrão de 5% de propina em todos os contratos de grandes obras no estado, algo que o ex-governador negou veementemente. "Nunca houve 5%. Que 5% é esse? Que maluquice é essa?", Cabral respondeu. Ele também negou as afirmações de seu ex-assessor, Ary Ferreira da Costa Filha, que afirmou que teria recebido entre R$ 9 milhões e R$ 10 milhões de sobras de campanha.


Os questionamentos desta segunda cobrem a Operação Mascate, iniciada em fevereiro, que mirou o ex-governador e seu ex-assessor, Ary Ferreira, preso na época. Acredita-se que tenham sido realizadas lavagens de dinheiro avaliadas em cerca de R$ 10 milhões, dos quais R$ 8 milhões teriam sido depositados para Cabral. Esses crimes eram feitos, segundo o Ministério Público Federal, com compras de imóveis e outros tipos de transações.

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