Agentes da PF cumprem novos mandados da Operação Ponto Final nesta quarta-feira (5)

A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quarta-feira (5), novos mandados relacionados à Operação Ponto Final. A ação teve início por volta das 05h30, quando os agentes saíram às ruas do Rio de Janeiro para cumprir 3 mandados de condução coercitiva.

A Ponto Final foi deflagrada na segunda-feira (3) e resultou na prisão de 10 pessoas. Todas têm ligação com o transporte público do estado. Na ocasião, cerca de 30 mandados de busca e apreensão também foram cumpridos pela Polícia Federal.

No domingo (2), o empresário Jacob Barata Filho também foi detido por agentes da PF quando estava prestes a embarcar rumo a Portugal no Aeroporto Internacional Tom Jobim.

Nesta fase da Operação Ponto Final, agentes da PF, em conjunto com o Ministério Público Federal, cumprem mais quatro mandados expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio. Desses, três são de busca e apreensão e um de condução coercitiva, todos na capital fluminense, segundo nota da Polícia Federal.

A Operação Ponto Final tem por objetivo desarticular organização criminosa que atuava no setor de transportes do Rio. Desde o início, a PF já cumpriu cerca de 30 mandados de busca e apreensão.

Os empresários presos são acusados de desvios de cerca de R$ 500 milhões. Os 11 presos, dez dos quais estão na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na região central do Rio, são Jacob Barata Filho, Marcelo Traça Gonçalves, Lelis Marcos Teixeira, João Augusto Morais Monteiro, Marcelo Marques Pereira de Miranda, Carlos Roberto Alves, Otacílio de Almeida Monteiro, Eneas da Silva Bueno, Claudio Sá Garcia de Freitas e David Augusto da Câmara Sampaio.

Além de Jacob Barata Filho, estão presos outros empresários, funcionários públicos ligados a órgãos de fiscalização do transporte público – como o ex-presidente do Detro Rogério Onofre, preso pela Polícia Federal em Florianópolis – e políticos.

O conselheiro da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio José Carlos Reis, também envolvido no esquema, encontra-se em Portugal, mas já consta da lista de foragidos da Interpol – a Polícia Internacional.

A Operação Ponto Final é um desdobramento da Lava Jato e investiga um esquema de propinas repassadas de empresários de transportes para agentes públicos, entre eles o ex-governador Sérgio Cabral, segundo o Ministério Público Federal. Investigações apontam para um suposto desvio de mais de R$ 260 milhões.


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