Supremo dos EUA reabilita partes do veto migratório de Trump

A Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu nesta segunda-feira (26) uma vitória ao presidente Donald Trump, ao admitir o trâmite ao veto migratório destinado a proibir a entrada de refugiados e cidadãos de seis países de maioria muçulmana. Com a decisão dos juízes, o governo poderá negar a entrada de indivíduos que não tenham familiares em território americano ou que não tenham obtido previamente um posto de trabalho no país. A informação é da agência EFE.

Concretamente, em um documento de 13 páginas, o Supremo determinou que Trump poderá proibir o acesso de estrangeiros "que não tenham nenhuma relação genuína com uma pessoa ou uma entidade dos EUA".

A decisão da justiça permitirá que entre em vigor uma das partes essenciais do veto migratório de Trump: a anulação, durante 120 dias, do programa de acolhida a refugiados, que por definição estão fugindo dos seus países de origem e não têm nenhuma relação com os EUA.

A outra parte da iniciativa do presidente é a proibição da entrada nos EUA de pessoas de seis países de maioria muçulmana, Irã, Somália, Sudão, Síria, Iêmen e Líbia. A medida ficará parcialmente bloqueada, já que os nativos dessas nações que tenham familiares ou contratos de trabalho em território americano, continuarão com permissão para entrar.
O Supremo estudará a legalidade do veto durante o próximo período judicial, que começa na primeira segunda-feira de outubro e terminará em junho de 2018.

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