Seis suspeitos de matar PM em Manaus são detidos entre eles três adolescentes

Outros seis suspeitos de envolvimento na morte do soldado da Polícia Militar (PM) Paulo Sérgio Portillo foram detidos, em Manaus. De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, um dos presos confessou que o incêndio na comunidade Buritizal Verde - onde o corpo do PM foi encontrado, na Zona Norte de Manaus - foi causado por traficantes. Sete pessoas ainda são procuradas.

Entre os presos Jeferson de Souza Farias, de 19 anos, Alex Azevedo de Almeida, de 20 anos, conhecido como "Torinha", e Felipe de Souza Santos, de 22 anos. Três adolescentes também foram apreendidos na ação.

Segundo o delegado Juan Valério, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o grupo - junto com Marcos Neves Serra, detido na quarta-feira (31) - participou ativamente do assassinato do PM.

"Os que já foram presos participaram diretamente do homicídio do soldado Portilho. As outras pessoas procuradas deram algum tipo de auxílio na ação, como na ocultação de cadáver", disse o delegado.

Ao todo, 15 pessoas foram identificadas suspeitas de envolvimento no crime. Segundo a Polícia Civil, a ordem de execução do soldado partiu de um homem conhecido como "Gigante", um traficante de drogas da área.

Durante apresentação dos suspeitos na Delegacia Geral, nesta sexta-feira (2), os presos não apontaram mandantes do crime. Eles confirmaram ter participado da ocultação do corpo, mas não do assassinato.

"Tinha um monte de gente lá, eu cavei só um pouquinho, quando vi estavam colocando ele no buraco", disse Felipe Santos.

O delegado Guilherme Torres, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), informou que há provas contundentes que confirmam a autoria do incêndio na comunidade, após o corpo de Portilho ser localizado.

"Há provas que vão ser divulgadas em um momento oportuno. O que nós já temos conhecimento é que, após acharem o corpo do policial, houve uma reunião entre os traficantes da área, que decidiu pelo incêndio", contou.

De acordo com ele, parte do grupo de suspeitos era responsável por espalhar o medo pela comunidade. Torres disse que o incêndio foi causado como retaliação a moradores que informaram a localização do corpo no soldado.


Jeferson, Alex e Felipe foram indiciados por homicídio e vão seguir pra o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM).

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