Polícia Federal prende ex-ministro Henrique Eduardo Alves

O ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) foi preso na manhã desta terça-feira (6). A ação deflagrada pela Polícia Federal (PF) ocorre em decorrência das delações de executivos da empreiteira Odebrecht na Operação Lava Jato.

De acordo com os agentes, Alves é suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo as obras de construção da Arena das Dunas, sede de Natal, no Rio Grande do Norte, da Copa do Mundo de 2014. O superfaturamento identificado chega a R$ 77 milhões.

Assim como Henrique Eduardo Alves, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é alvo de mandado de prisão. O político já está detido desde outubro no Paraná.

Os inquéritos que apuram as irregularidades foram abertos no STF e remetidos há pouco mais de um mês à primeira instância. As investigações focam a atuação de um grupo liderado por Eduardo Cunha que cometia irregularidades nas vice-presidências de Fundos e Loterias e de Pessoas Jurídicas da Caixa Econômica Federal.

O Ministério Público Federal (MPF) informou ter constatado que os envolvidos possuem contas no exterior e, mesmo com as investigações em curso, continuam a ocultar mais de R$ 20 milhões em recursos desviados.

“No caso de Henrique Eduardo Alves, por exemplo, há relatos da existência de movimentação financeira externa entre os anos de 2011 e 2015, período em que teriam ocorrido os desvios de recursos do FI-FGTS por parte da organização criminosa”, diz a nota divulgada pela Procuradoria da República do Distrito Federal.

Em junho do ano passado, Henrique Eduardo Alves, se tornou o terceiro ministro em pouco mais de mês do governo Michel Temer a entregar o cargo após denúncias relacionadas à Lava Jato.  À época, ele havia sido citado na delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpreto, uma das subsidiárias da Petrobras.

A ação foi chamada de Manus, uma referência a um provérbio latino que diz "Manus Manum Fricat, Et Manus Lavat" ("Uma mão esfrega a outra; uma mão lava a outra").

Em nota, a PF afirma que "a partir das delações premiadas em inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal, e por meio de afastamento de sigilos fiscal, bancário e telefônico dos envolvidos, foram identificados diversos valores recebidos como doação eleitoral oficial, entre os anos de 2012 e 2014, que, na verdade, consistiram em pagamento de propina. Identificou-se também que os valores supostamente doados para a campanha eleitoral em 2014 de um dos investigados foram desviados em benefício pessoal".


No total, são cumpridos 33 mandados, sendo cinco de prisão preventiva, 22 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva. Cerca de 80 agentes da polícia estão envolvidos na operação, que ocorre no Rio Grande do Norte e Paraná.

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