"O alvo era o traficante", diz um dos suspeitos de ter matado o cantor Melvino de Jesus

Três homens suspeitos de envolvimento na morte do cantor Melvino de Jesus Júnior, vocalista do grupo musical Júnior e Banda, foram presos em Manaus. Nesta terça-feira (13), um dos suspeitos afirmou que o músico foi assassinado por engano no lugar de um traficante. O crime ocorreu no dia 29 de abril deste ano, no município de Codajás, a 240 Km de capital. Ele tinha 43 anos.


"Peço desculpas por ter matado uma pessoa inocente, não era minha intenção matar, o alvo era o traficante. Ele parecia com o traficante e a gente confundiu. Peço perdão à família dele pelo o que causei", disse Henrique Silva da Silva, 22, conhecido como “Kinho”, preso pela morte do cantor.

Policiais que realizaram a prisão cumpriram mandado de prisão preventiva por homicídio qualificado. Também foram presos por envolvimento na morte de Júnior Kaison Rodrigo Pena da Silva, 23; Ozivan dos Santos de Oliveira, 31.

O crime

De acordo com testemunhas, o cantor chegava a um hotel quando foi abordado por um homem armado, que atirou e fugiu sem ser identificado. O cantor morreu no local. Outras três pessoas foram baleadas.

Melvino também foi intérprete na banda "Os Embaixadores", era conhecido pelo público por cantar ritmos como swinguera e axé. Além de músico, ele também atuava como dentista em Manaus.

O delegado Juan Valério disse que durante a investigação foram descartadas as versões de que o crime seria passional ou que ele tivesse envolvimento com tráfico de drogas.

"O crime tinha características de execução, mas o alvo era um traficante da cidade, que inclusive foi ao local ver o corpo do cantor depois que ele foi morto", diz.

Outras quatro pessoas estão sendo procuradas pela morte de Júnior. A filha dele, Ingrid de Jesus, disse que sente que um pouco de Justiça foi feita.

"É muito ruim saber que ele se foi sem nem saber o porquê. Meu pai era inocente e muitas inverdades surgiram. A família não pode viver o luto em paz porque muita gente falou besteira, acusou meu pai de muitas coisas que ele não fez. Minha avó perdeu um filho e muita gente não respeitou. Minha madrasta perdeu o marido e muita gente não respeitou. Agradeço o apoio de todos, da minha madrasta, que mesmo com muita gente apontando o dedo, deu força para a família", afirma.

Morte de PM


Ainda segundo a Polícia Civil, Henrique Silva da Silva também está envolvido no homicídio do soldado Paulo Sérgio da Silva Portilho, que teve o corpo encontrado na tarde do dia 30, na Rua 222-A da invasão Vila Buriti, Comunidade João Paulo, bairro Nova Cidade, zona Norte de Manaus. Na delegacia, na manhã desta terça, ele negou que tenha participado da morte do policial. Ele alega que tinha ido comprar drogas no local, mas não participou do crime.

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