Meirelles diz que OCDE tem interesse em abrir escritório no Brasil

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que tem sede em Paris, vai abrir um escritório no Brasil. A informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira, 8, pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, após encontro com o secretário-geral da instituição, Angel Gurría. "A OCDE terá um escritório no Brasil. Estamos trabalhando nesse sentido. De fato, eles têm esse interesse e vamos formalizar isso rapidamente", disse o ministro a jornalistas.

Na semana passada, o Brasil pediu formalmente a sua integração como membro da entidade - atualmente é apenas "parceiro-chave". Essa tentativa de fazer parte do chamado "clube dos ricos" já foi vista em outros governos, mas na administração passada, o Brasil tentou manter algum distanciamento da entidade. "A ideia da OCDE é a de ser uma organização que congrega países mais relevantes do mundo e o Brasil é um deles", avaliou o ministro.

Segundo ele, a entidade pratica e demanda normas modernas de administração econômica, de gestão e de transparência, entre outros pontos. "Claramente o Brasil se enquadra (na OCDE)."
Agora que o pedido foi feito, o País precisa aguardar a resposta da instituição. Para ser formalizado, o Brasil precisa receber o aval dos 35 membros da Organização, além da União Europeia.

Há a expectativa de que a resposta venha mais rápido para o Brasil do que para outros países que também já formalizaram o pedido. "O que já estamos fazendo no Brasil é mais do que suficiente para o processo (de entrada na OCDE)", avaliou.

Meirelles não quis comemorar antes da resposta oficial a possibilidade de o Brasil ser aprovado e disse que não há uma data fixa para que a resposta seja dada pela OCDE. "O processo muitas vezes é longo", considerou. Questionado sobre se o Brasil furaria a fila de países que ainda aguardam o aval da entidade, ele disse: "Vamos ver, vamos aguardar."

O ministro relatou que demonstrou a Gurría o processo de agenda de reformas importantes que está no Brasil e argumentou que a entrada na OCDE faz parte de uma agenda do País de abertura, de reformas, de modernização da economia, de adoção de padrões modernos de administração e normatização econômica. "Tudo o que OCDE propõe são coisas que já estamos aplicando no Brasil e que fazem parte da agenda de reformas."

Para o ministro, a reunião com Gurría foi "extremamente positiva". "O secretário-geral da OCDE expressou satisfação muito grande do movimento do Brasil de decidir iniciar o trabalho de entrada na OCDE e ressaltou muito a importância disso", contou. "O entusiasmo (com a decisão do País) já tinha sido recebido por diversos membros da OCDE: o fato de o Brasil já ter uma agenda de trabalho extensa e de longo prazo com a OCDE, o fato de ser uma democracia consolidada, um país que tem de fato um trabalho cada vez mais voltado para a abertura e consolidação institucional", continuou.


Ele explicou ainda que "neste momento" o Brasil não terá de fazer ajustes em suas leis para integrar o clube. "Gurría expressou a forte apoio a tudo isso que Brasil está fazendo. Inclusive, entregou um trabalho sobre a reforma da Previdência feita pela OCDE.", descreveu.

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