Más atuações e desempenho em clássicos pesaram na saída de Dorival

O Santos não emplacou em 2017. Mesmo classificado para as oitavas de final da Libertadores e garantido nas quartas da Copa do Brasil, o Peixe nunca chegou perto de encantar a torcida na temporada. Cheio de expectativas após manter o elenco e ainda trazer seis reforços, o alvinegro não conseguiu uma sequência de boas atuações e isso foi fundamental para a demissão do técnico Dorival Júnior.

Desde o início do ano, o presidente Modesto Roma Júnior tinha em mente que seguiria com o treinador até o fim da temporada e acreditava na possibilidade de mantê-lo em 2018, caso vencesse as eleições em dezembro. Após as derrotas para São Paulo, Corinthians, Palmeiras, respectivamente, no Campeonato Paulista, a pressão para a saída do comandante aumentou por parte da torcida e até mesmo por membros da diretoria.

Porém, Modesto resistiu. Continuou apostando na continuidade e seguiu com Dorival. No dia 10 de abril, depois da eliminação no Estadual para a Ponte Preta, novamente o treinador teve seu trabalho questionado e foi bancado pelo mandatário.

Mesmo assim, o Santos seguiu sem encantar a torcida. As classificações na Libertadores e na Copa do Brasil foram alcançadas com um futebol pragmático e pouco vistoso. A derrota para o Corinthians, a quarta em quatro clássicos no ano, foi a gota d’água.

Modesto até queria seguir com Dorival. Porém, a pressão de torcida, conselheiros e dirigentes aumentou e o presidente chegou a conclusão de que o técnico estava em uma situação insustentável.


Agora, o Peixe espera fechar com Levir Culpi para dar um ‘chacoalhão’ no elenco. Enquanto isso não acontece, o auxiliar Elano vai comandar o treino desta segunda-feira, no CT Rei Pelé, e deve dirigir alvinegro no embate contra o Botafogo, quarta, no Pacaembu, pela quinta rodada do Brasileirão.

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