Hamilton não descarta deixar F1 ao fim de 2017 e avisa: “Meu destino está em minhas próprias mãos”

Lewis Hamilton tem contrato com a Mercedes até o fim de 2018. Mas o vínculo com a equipe tricampeã do mundo não faz o britânico descartar a possibilidade de se aposentar ao fim desta temporada. Consagrado como um dos melhores pilotos da história, segundo maior vencedor do Mundial, tricampeão e, agora, empatado com seu maior ídolo, Ayrton Senna, também em número de poles, Hamilton disse que é possível encerrar sua carreira na F1 ainda neste ano. Não é a primeira vez que Hamilton fala sobre a possibilidade de deixar as pistas.

“Meu destino está em minhas próprias mãos”, afirmou o piloto em entrevista à revista oficial da FIA (Federação Internacional de Automobilismo). “Posso decidir que me aposento no fim desse ano. Isso significa que meu legado vai ser menor do que se eu decidir me aposentar daqui a cinco anos?”, questionou.

O fato é que Lewis não quer especular muito sobre o futuro. “Não gosto de planejar [o futuro] porque não sei o que há a minha espera em cada esquina, não sei o que vou fazer”, comentou.

Caso decida por deixar a F1 ao fim da temporada, Hamilton repetiria os passos do seu grande rival nos últimos tempos, Nico Rosberg, que surpreendeu o mundo do esporte e se retirou das pistas apenas cinco dias depois de ter conquistado seu único título na F1.

Mas Hamilton lembrou que 2017 vem sendo bem mais divertido em relação aos últimos anos. Primeiro, por conta dos carros mais desafiadores da F1 atual graças ao novo regulamento técnico. “Agora é mais divertido pela competição. Também é mais fácil enfrentar outra equipe”, disse.

Nesse sentido, Hamilton entende que uma briga contra um piloto de outra equipe, no caso, Sebastian Vettel e a Ferrari, é muito mais saudável ao ambiente interno da Mercedes. O britânico fez referência ao cenário dos últimos anos, quando Lewis entrou em confronto direto, não apenas nas pistas, mas também nos bastidores, contra Rosberg, carregando de tensão o ambiente dos boxes da Mercedes.


“Quando a luta é dentro de uma mesma escuderia, é como um grande turbilhão, e depende da tensão, isso fica cada vez mais forte, mais forte, e a verdade é que um conjunto não está lá para isso. Agora, ao ter outra equipe com quem lutar, estamos mais unidos, somos mais fortes, é impressionante”, concluiu.

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