Advogado de Funaro diz que doleiro não vai "escolher alvos" em delação

Lúcio Funaro “não vai escolher alvos” em delação premiada, garante Antonio Figueiredo Basto, advogado responsável pela negociação do doleiro com a Justiça.

Segundo texto publicado pelo Portal UOL nesta sexta-feira (16), Figueiredo destacou que o nome do presidente Michel Temer não será usado para facilitar um possível fechamento de acordo de delação. “Mas, se fizermos um acordo, não vamos ter predileção”, adiantou o advogado.

Rumores apontam para o risco de Funaro revelar informações sobre o envolvimento de Temer com supostas propinas operadas pelo doleiro, apontado com um dos principais operadores de propina de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara dos Deputados e que está preso desde julho de 2016.

O advogado de Funaro, que também foi responsável pelo acordo de delação premiada de Alberto Youssef, irá à Brasília na próxima semana para se encontrar com o cliente. Antonio Figueiredo Basto ressaltou que ele e o doleiro não definiram ainda a linha que será adotada, mas garante que “será revelado tudo que tiver para ser revelado”.

O defensor ponderou ainda que não há “intenção de desestabilizar o país apenas para conseguir uma delação”. Figueiredo ressaltou que, se houver alguma coisa para revelar sobre o presidente, tudo será feito sob “o mais absoluto sigilo e prudência”.


O ex-assessor especial de Michel Temer, José Yunes, apontou Lúcio Funaro como o homem que lhe entregou um envelope com R$ 1 milhão durante as eleições de 2014. Segundo delação de Cláudio Mello Filho, executivo da Odebrecht, o valor seria referente a repasses para campanha e que teriam sido acertados entre Temer e Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira.

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