Trump faz críticas ao terrorismo e pede apoio dos países do Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um duro discurso contra o terrorismo em Riad, na Arábia Saudita, em encontro com 55 líderes de países islâmicos. Durante sua primeira viagem internacional no cargo, Trump destacou os investimentos militares feitos pelos Estados Unidos "para proteger nosso povo" e também reforçou que os países muçulmanos compartilham da responsabilidade de combater o extremismo.

"Jovens muçulmanos devem ter o direito de crescer sem medo", disse o presidente, convidando as nações muçulmanas a "expulsarem" os terroristas. "Está não é uma batalha entre diferentes crenças, diferentes seitas ou civilizações", ponderou. "Essa é uma batalha entre o bem e o mal".

"Não estamos aqui para ensinar ou dizer a outras pessoas como viver, o que fazer ou como praticar a sua fé. Em vez disso, oferecemos uma aliança baseada em valores e interesses comuns com o objetivo de conseguir um futuro melhor", assegurou o mandatário norte-americano.

Trump destacou a atuação militar como um mecanismo de combate ao terrorismo no mundo e nos Estados Unidos. A fala veio alinhada com o anúncio de ontem, do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, de que o governo irá propor o maior aumento de gastos com defesa desde a gestão de Ronald Reagan (1981-1989). Nesta semana, Trump irá revelar a versão final de seu orçamento para o ano fiscal de 2018, que tem início em setembro.
Durante sua fala, Trump enfatizou também a importância de medidas para combater o financiamento de grupos terroristas. "Nós temos de cortar os canais financeiros que permitem o Estado Islâmico vender petróleo. Vamos deixar os extremistas pagarem pelos seus lutadores", afirmou.
O anfitrião, o rei saudita Salman bin Abdulaziz, e Trump anunciaram também a criação de uma centro para combater o financiamento do terrorismo, com sede em Riad e no qual participarão também os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). 
As armas químicas também voltaram à pauta durante o discurso, em que Trump destacou a necessidade de combater brutalidades como os ataques de armas químicas na Síria, atribuídas às forças de Bashar al-Assad, presidente da Síria.
Entretanto, como apontado pela Casa Branca em uma prévia do pronunciamento, em sua fala o presidente norte-americano se limitou ao terrorismo e à parceria com os países do Oriente Médio. Trump não citou nada sobre os recentes escândalos envolvendo sua administração e supostas ligações com a Rússia.
Durante sua intervenção, Trump se mostrou afligido pela situação do Oriente Médio, que antes era "um lugar de paz e de tolerância" onde as religiões conviviam. 
O chefe norte-americano ressaltou que 65% da população do Oriente Médio tem menos de 30 anos, e que existe "um grande futuro para construir" na região, no entanto, a zona se vê envolvida pelos conflitos e derramamento de sangue./ COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA EFE

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