Maus Caminhos ouvirá ex-secretários como testemunhas de defesa na próxima semana

Estão marcados para os dias 8 e 9 de junho, na Justiça Federal, no Amazonas, as próximas audiências da ação judicial que vai julgar os crimes revelados na operação Maus Caminhos, que desarticulou uma quadrilha suspeita de desviar, inicialmente, R$ 112 milhões da saúde pública do Estado. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), as testemunhas de acusação já foram todas ouvidas no Tribunal.

Agora, a Justiça Federal dará sequência aos inquéritos ouvindo  as testemunhas de defesa dos réus Priscila Marcolino Coutinho, Jennifer Correa da Silva, e Mouhamad Moustafa, apontado pela Polícia Federal (PF) como o líder do esquema criminoso.

A divisão das testemunhas ficou definida da seguinte forma: na quinta-feira, dia 8, a partir das 8h30, serão ouvidas as testemunhas que foram solicitadas pela defesa de Priscila; ainda na quinta-feira, a partir das 13h30, será a vez das  testemunhas de Jennifer. Na sexta-feira, dia 9, a partir das 8h30, serão ouvidas as testemunhas de defesa de Moustafa. Essa é a audiência mais esperada, pois, foram relacionados para depor em defesa de Moustafá, o irmão do governador cassado, José Melo, o ex-secretário Evandro Melo, além das testemunhas Júlio Cezar Furtado de Queiroz, Epitácio de Alencar e Silva Neto (presidente da Comissão Geral de Licitação do Estado) e Aroldo Ribeiro.

No mesmo dia, mas, a partir das 13h30, as testemunhas de defesa de Mouhamad continuarão depondo. Na lista dos demais relacionados pela defesa do empresário está o deputado estadual Josué Neto (PSD); o ex-secretário de Saúde Wilson Alecrim; o também ex-secretário de Saúde Pedro Elias Souza; e o ex-secretário de Estado da Casa Civil, Raul Zaidam.

No processo, 16 pessoas são acusadas de participar do esquema que desviou dinheiro da Saúde Pública do Estado. Os denunciados respondem por constituição, promoção, financiamento e integração de organização criminosa. De acordo com o MPF, todos foram acusados de integrar a organização criminosa e as penas individuais podem chegar a até 12 anos de prisão. Parte dos acusados também foi denunciada por embaraçar as investigações, podendo pegar pena de até 20 anos. Moustafa pode ter pena superior a 20 anos se for condenado por ter liderado a organização criminosa.


De acordo com as investigações, os contratos de gestão de unidades de saúde do Estado com o Instituto Novos Caminhos (INC) foi usado para desviar dinheiro do Fundo Estadual de Saúde. De abril de 2014 a dezembro de 2015 foram repassados ao INC mais de R$ 276 milhões. Os indícios de irregularidades surgiram após uma auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) apontar para desvios na contratação das empresas Salvare, Total Saúde e Sociedade Integrada Médica do Amazonas Ltda. (Simea) pelo INC contratado para administrar e operar a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Campos Salles, em Manaus, a Maternidade Enfermeira Celina Villacrez Ruiz, em Tabatinga (AM), e o Centro de Reabilitação em Dependência Química, em Rio Preto da Eva. Nos últimos dois anos, o Instituto recebeu R$ 220 milhões do governo estadual.

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