Joaquim Barbosa pede mobilização popular e ''renúncia imediata'' de Temer

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa usou seu Twitter na madrugada desta sexta-feira (19) para se manifestar sobre a nova crise política gerada pela divulgação da delação da JBS, que atingiu o presidente Michel Temer (PMDB) e o senador Aécio Neves (PSDB).


Barbosa pede na mensagem que os brasileiros se mobilizem. "Não há outra saída: os brasileiros devem se mobilizar, ir para as ruas e reivindicar com força: a renúncia imediata de Michel Temer", escreveu.

"Isoladamente, a notícia extraída de um inquérito criminal e veiculada há poucas semanas, de que o sr. Michel Temer usou o Palácio do Jaburu para pedir propina a um empresário seria um motivo forte o bastante para se desencadear um clamor pela sua renúncia", acrescentou.

Ainda em seu Twitter, Barbosa classifica as delações do empresário Joesley Batista, que envolvem o presidente Temer, de ''estarrecedoras''. "São fatos gravíssimos", afirmou.

No início da noite de quinta-feira (18), o STF divulgou para a imprensa uma das gravações que fazem parte da delação premiada dos executivos da JBS.

O áudio com 39 minutos mostra uma das conversas que o presidente Michel Temer teve com o executivo da JBS, Joesley Batista.

Em certo momento Joesley fala: "Eu to lá me defendendo [a respeito de vazamentos]. Como é que eu, o que eu mais ou menos consegui fazer até agora. Eu estou de bem com o Eduardo...", ao que Temer responde: "Tem que manter isso viu...". Joesley rebate: "Todo mês, também, eu estou segurando as pontas, estou indo. Esse processo, eu estou meio enrolado, assim no processo...".

Posteriormente, Joesley afirma que conseguiu alguém "dentro da força tarefa", presumivelmente falando sobre a Operação Lava Jato. "Consegui um procurador dentro da força-tarefa que está me dando informação e que eu estou pra dar conta de trocar o procurador que está atrás de mim", afirmou o executivo.


Após ouvir o áudio, o entendimento de Temer e sua equipe é de que o conteúdo da conversa não incrimina o presidente, confirmando a nota divulgada pelo Palácio do Planalto na noite de quarta (17) e o pronunciamento da tarde de quinta (18).

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