Hayden não resiste aos ferimentos e morre na Itália aos 35 anos após ser atropelado quando andava de bicicleta

Nicky Hayden, campeão da MotoGP na temporada 2006, não resistiu aos sérios ferimentos sofridos na última quarta-feira (17). Atropelado por um carro enquanto andava de bicicleta na cidade italiana de Riccione, o norte-americano morreu nesta segunda-feira (22). Hayden tinha 35 anos de idade. A notícia foi confirmada em boletim oficial do Hospital Maurizio Bufalini, onde o piloto estava internado há quase uma semana.

O quadro de saúde de Hayden gerou preocupação desde o princípio. Tão logo Hayden chegou ao centro médico de Riccione, ficou claro que a situação era grave: Nicky foi diagnosticado com traumas severos na cabeça e no tórax. Assim, ficou decidido que o americano, inconsciente, precisava ser transferido para o hospital Bufalini, na cidade vizinha de Cesena. A condição clínica do #69 impediu os médicos de realizarem uma cirurgia. O piloto tinha um “sério politrauma com subsequente dano cerebral grave”.

“O corpo médico atestou a morte do paciente Nicholas Patrick Hayden, internado na quarta-feira, 17 de maio, em uma unidade de cuidados intensivos do Hospital Bufalini, de Cesena, em consequência das graves lesões múltiplas ocorridas naquela data”, diz a nota oficial do hospital.

Nesta segunda-feira, em uma entrevista ao jornal ‘Gazzetta dello Sport’, Kevin Schwantz, campeão das 500cc em 1993, contou que encontrou com Hayden horas antes do atropelamento nas cercanias de Rimini e chegou a recusar um convite do ‘Kentucky Kid’ para pedalar.

No fim da semana passado, o pai de Nicky, Earl, conversou com um site norte-americano e negou uma série de boatos, inclusive da morte do piloto. O patriarca da família do Kentucky, que não pôde ir à Itália por conta de um problema de saúde, afirmou ainda no domingo que o #69 “precisava de um milagre”.

nternado desde quarta-feira, Nicky estava acompanhado da mãe, Rose, do irmão Tommy, e da noiva, Jackie Marin, além de integrantes da Honda. O piloto de 35 anos deixa o pai, Earl, e mais dois irmãos, Kathleen e Roger Lee.

Em novembro de 2015, antes de fazer sua então última corrida da MotoGP, Hayden foi homenageado pela Dorna, a promotora do Mundial de Motovelocidade, e entrou para o rol das Lendas da MotoGP. Depois daquele fim de semana em Valência, o norte-americano voltou à classe rainha outras duas vezes: uma pela Marc VDS e outra pela Honda, substituindo os lesionados Jack Miller e Dani Pedrosa, respectivamente.

O passo a passo do estado de Hayden depois do acidente

O primeiro boletim médico foi divulgado pelo Maurizio Bufalini horas depois do acidente, ainda na noite de quarta-feira, e dava conta de que o estado de saúde de Hayden era crítico e não havia melhorado com relação aos primeiros momentos após o acidente. Hayden teve uma parada cardíaca na UTI e precisou ser reanimado. Estava fraco demais, porém, para ser submetido a uma cirurgia.

Mais algumas horas depois, na manhã da quinta-feira, o hospital divulgou que a situação não havia melhorado e Nicky ainda estava "extremamente fraco". Em seguida, a Honda divulgou seu primeiro comunicado e disse que a marca tinha representantes junto a Hayden no hospital, mas sem tocar no estado de saúde do piloto. Algumas horas depois, admitiu que a situação era gravíssima e anunciou a chegada da família de Hayden a Cesena - a noiva, Jackie Marin, a mãe, Rose, e irmão, Tommy. Hayden tinha um sério politrauma e dano cerebral grave

A mudança positiva tão esperada pelos fãs, não chegava. Enquanto recebia elogios e mensagens de incentivo de outros rostos do esporte a motor, como Valentino Rossi - grande rival do ano do título mundial -, Hayden seguia em situação difícil. O Hospital Maurizio Bufalini iniciou a sexta-feira relatando uma noite "sem mudanças" e a manutenção da situação "extremamente grave".

No começo do sábado, a imprensa italiana passou a tratar de que Nicky havia sido colocado em coma induzido, algo que o pai do piloto, Earl Hayden - que não foi à Itália por conta de um tratamento de saúde -, tratou de negar prontamente. Earl voltaria a falar nesta segunda-feira pela manhã, quando pedia um milagre. A mudança sobre o estado de saúde não chegou também naquele sábado.

O último boletim médico foi divulgado no domingo. Novamente, o Hospital Maurizio Bufalini relatou que não havia mudança no quadro crítico de Hayden.

No começo da tarde desta segunda, as esperanças cessaram. Hayden não resistiu.

Relembre a trajetória de Hayden

Nicky Hayden nasceu na cidade de Owensboro, no Kentucky, em 30 de julho e tem 35 anos. É o último piloto norte-americano campeão mundial da MotoGP De trajetória diferente da maioria dos competidores do Mundial de Motovelocidade, o piloto ganhou notoriedade com grandes performances no Campeonato Americano de Superbike, categoria na qual se consagrou campeão em 2002. Antes disso, já havia vencido a AMA Supersport 600 com a Honda em 1999.

Nicky ainda faria uma participação em 2002 na rodada de Laguna Seca do Mundial de Superbike. E o desempenho chamou atenção, tanto que, na temporada seguinte, Hayden já estava na MotoGP, defendendo a equipe de fábrica da Honda.

Com os japoneses, o piloto foi quinto colocado em seu ano de estreia em 2003. A carreira do americano. então, evoluiu ao longo dos anos: em 2005, veio a primeira vitória na MotoGP e logo em casa: com direito a pole em Laguna Seca, Hayden subiu ao topo do pódio pela primeira vez em 10 de julho. Além da vitória na Califórnia, o piloto faturou ainda outros cinco pódios e duas poles para terminar em terceiro lugar. Mas o grande ano veio em 2006. Ainda andando com a marca nipônica, Hayden se tornou campeão mundial, vencendo Valentino Rossi, por apenas cinco pontos.

Foram dois triunfos de Hayden naquele ano, contra cinco de Rossi. No entanto, a consistência do americano da Honda e a regularidade foram decisivos para que ele conquistasse sua maior glória na carreira.

Nicky ficou mais duas temporadas na esquadra japonesa antes de, em 2009, assinar contrato com a Ducati. Pela equipe italiana, o norte-americano disputou cinco campeonatos, tendo o italiano multicampeão do Mundial como companheiro em duas temporadas. Sem sucesso com a difícil moto de Borgo Panigale, Hayden ainda correr na pequena Aspar entre 2014 e 2015. Sua última aparição na MotoGP aconteceu no passado, quando defendeu a Marc VDS na Espanha e a Honda na etapa de Austrália, onde foi chamado para substituir o lesionado Dani Pedrosa.

Atualmente, Hayden corria pela equipe de fábrica da Honda no Mundial de Superbike. No último fim de semana, o piloto disputou a rodada de Ímola. Nicky não terminou a primeira corrida, mas completou a segunda em 12º.


O Mundial de Superbike volta às pistas já neste fim de semana, com a etapa de Donington Park. A Honda, equipe defendida por Hayden, não confirmou se estará na pista inglesa.

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