Fiscalização no Rio São Francisco liberta 381 animais silvestres

Após uma semana de intensa fiscalização, com apreensão de quase 10 toneladas de alimentos impróprios e estragados, interdição de lixão, laticínios e frigoríficos, entre outras ações, a força tarefa da Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco  (FPI do São Francisco) combateu a prática ilegal de captura e prisão de animais silvestres, que ainda predomina no interior de Alagoas. Na manhã dessa sexta-feira (19), a primeira semana do trabalho foi coroada com a reintrodução de 370 pássaros de várias espécies típicas da Caatinga, além de nove jabutis e duas serpentes, em seu habitat natural.

Entre as espécies de aves libertadas estão sabiá, papa-capim, galo-de-campina, mané-mago, Jesus-meu-Deus, garibalde, xexéu de bananeira, entre outros encontrados no bioma típico do Sertão. O nome da reserva natural que serviu de local de soltura será mantido em sigilo, para garantir que os caçadores não procurem a região na tentativa de recapturar os bichos.

Os animais foram resgatados durante os dois últimos dias de operação nas cidades de Arapiraca, Junqueiro, Palmeira dos Índios, São Sebastião e Teotônio Vilela.

"As pessoas podem criar animais silvestres, contanto que eles sejam de criadouros legalizados. A caça ilegal pode provocar um grande mal-estar para as aves e um desequilíbrio ecológico na região onde elas vivem, uma vez que cada espécie tem seu papel específico no meio ambiente", explicou a médica veterinária Ana Cecília Lopes, do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA).

Parte dos pássaros não ganhou liberdade hoje porque precisou permanecer no centro de triagem da FPI para a devida reabilitação, a fim de que possa fortalecer a musculatura e, em seguida, ser introduzida à natureza.  E as gaiolas apreendidas são levadas para incineração.

A FPI do São Francisco também flagrou esgoto sendo lançado em alfuente do São Francisco. E o trabalho é coordenado pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL), com a participação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF). O projeto prossegue até o dia 26 deste mês fiscalizando o lançamento de efluentes sólidos e líquidos nas águas, captação irregular de recursos hídricos, supressão de vegetação, comércio de animais silvestres, pesca predatória, gestão inadequada de lixo e prejuízo aos patrimônios ambiental, histórico e cultural.

A força tarefa é composta por 24 órgãos estaduais e federais, além de instituições de classe e sem fins lucrativos, com atribuição na esfera ambiental.


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