Equipe da Depca prende repositor por estupro de vulnerável e serralheiro por posse irregular de arma de fogo de uso restrito

Na tarde desta sexta-feira, dia 12, a delegada Juliana Tuma, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), falou durante coletiva de imprensa realizada às 14h30, no prédio da unidade policial, sobre as prisões de um repositor de 44 anos, por estupro de vulnerável cometido contra a filha dele, uma criança de sete anos, e de um serralheiro de 31 anos, por posse irregular de arma de fogo de uso restrito. Os infratores foram presos hoje, nos bairros Lago Azul, na zona Norte da capital, e Alvorada, zona Centro-Oeste, respectivamente.


Os trabalhos contaram com o apoio de representantes do Conselho Tutelar da zona Oeste, segundo a delegada Juliana Tuma. A autoridade policial explicou, ao longo da coletiva de imprensa, que as equipes da Depca chegaram até o serralheiro após receberem na quinta-feira, dia 11, denúncia feita pela coordenação do Conselho Tutelar da zona Oeste, comunicando o recebimento de delação, feita pela direção de uma escola municipal situada no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste, relatando que uma estudante de 14 anos havia escrito uma carta informando estar sofrendo violações de direitos por parte da mãe e do padrasto dela, o serralheiro. 

“Após a denúncia iniciamos as diligências em torno do caso. Quando chegamos ao endereço indicado, por volta das 9h de hoje, a adolescente nos recebeu. No interior do imóvel apreendemos duas espingardas, de calibres 22 e 44; 71 cartuchos, sendo alguns deflagrados e outros intactos; 48 espoletas, uma arma caseira conhecida como “Toco”, duas varetas de arma caseira, três frascos contendo pólvora para recargas de cartuchos, um porta-cartuchos e uma palmatória. Quando questionamos a quem pertenciam os objetos, o serralheiro assumiu a propriedade do material”, disse a delegada.

Conforme Juliana Tuma, na carta a adolescente relatou que era abusada sexualmente pelo padrasto desde os dez anos e que agora, aos 14 anos, ela não aguentava mais ficar calada. Falou também que ela e o irmão de 12 anos eram agredidos frequentemente pela mãe e pelo padrasto com uma palmatória. Inclusive, o irmão chegou a presenciar uma das situações de abuso sexual que teve a garota como vítima. Em uma das vezes a adolescente chegou a ser queimada com um ferro pela mãe, para que ela não comentasse sobre os estupros com outras pessoas. 


“A mãe tinha conhecimento dos abusos. Ao longo de depoimento na especializada a menina relatou que foi queimada por ferro e tem a marca na parte interna das pernas.  Ela declarou que foi agredida porque pegou dinheiro para comprar um teste de gravidez para saber se ela estava grávida do padrasto. Quando a mãe descobriu queimou a filha. O relato da menina é bem consistente. Essa adolescente será retirada dessa família temporariamente e levada ao Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (Saica), pelo Conselho Titular. A mãe negou ter conhecimento dos abusos”, esclareceu Tuma.

De acordo com a titular da Depca, a palmatória era objeto de abuso físico por parte da mãe e do padrasto da vítima. Durante depoimento a adolescente relatou que a mãe dizia que iria conversar com o infrator para que ele não cometesse mais os abusos. ”A mãe dela não está sendo presa hoje pela formalização legal. Nós estamos fazendo o flagrante pela situação que tínhamos no momento, que é pelo crime de posse das armas de fogo, mas essa mãe responderá juntamente com o padrasto pela situação do estupro de vulnerável, além das outras violações de direito por parte desses autores”, disse.

O serralheiro foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso restrito porque uma das armas encontradas com ele estava com a numeração suprimida. Após os procedimentos cabíveis na especializada, o infrator será levado para Audiência de Custódia no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, no bairro São Francisco, zona Sul da capital.

Estupro de vulnerável

Na última quarta-feira, dia 10, recebemos delação feita ao número do disque-denúncia (92) 3656-8575 da especializada, informando que uma criança de sete anos estaria sendo abusada sexualmente pelo próprio pai, um repositor de mercadorias. O denunciante declarou ter ouvido gritos da menina pedindo para que o pai parasse o que estava “fazendo” porque estava doendo. No momento da delação foi informado o nome da escola que a criança estudava e os dados dela, para que os policiais civis pudessem identificá-la. 

A delegada informou que após a delação a equipe da Depca se deslocou até a escola. “Na ocasião conseguimos conversar com a gestora e, juntamente com a psicóloga da especializada, fizemos atendimento psicossocial com a vítima. A criança relatou que vinha sendo abusada sexualmente há muito tempo pelo pai. Inclusive, ela havia sido mantido relações sexuais com ele na noite anterior ao encontro com a equipe da especializada. No momento em que o repositor foi buscá-la na escola, foi dada voz de prisão em flagrante”, declarou. 

Tuma disse que, em depoimento, a madrasta da criança relatou que notou que o companheiro andava tendo um comportamento estranho como, por exemplo, optar em dormir com a criança na rede ao invés de dormir na cama com a mulher. A madrasta afirmou, também, que nunca havia cogitado a possibilidade da criança estar sendo estuprada pelo próprio pai. “Após os depoimentos levamos a menina ao Instituo Médico Legal (IML), onde foi constatado o estupro. A criança também será encaminhada ao Saica, pelo Conselho Tutelar”, concluiu Juliana.


O repositor foi indiciado por estupro de vulnerável. Ao término dos procedimentos cabíveis na unidade policial, o infrator será conduzido para Audiência de Custódia no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, na zona Sul.

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