Uber já é alvo de polêmica em Manaus

Em menos de 48 horas de operação em Manaus, a plataforma Uber já está no centro de uma polêmica entre os que defendem o funcionamento do serviço e aqueles que o classificam como transporte irregular de passageiros e prometem tomar posição para impedir que a Uber continue operando.
Não bastasse o impasse legal em torno do serviço, a divulgação de imagens e vídeos, nas redes sociais, de fiscais da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) e agentes do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (Manaustrans) realizando operações para apreender veículos particulares, supostamente integrantes da Uber, dividiu ainda mais as opiniões.
O Sindicato dos Taxistas (SindTáxi) está se organizando para uma audiência pública que está marcada para acontecer na manhã de quarta-feira, na câmara Municipal de Manaus (CMM), onde são esperados pelo menos 3 mil taxistas, além de mototaxistas. “Estão tirando o pão da mesa desses profissionais, que pagam os seus impostos”, disse o presidente do sindicato da categoria, Luís  Aguiar, o “Luizinho”.  Para ele, a Uber não pode fazer o transporte de passageiro por não ser um serviço regulamentado pela Prefeitura  de Manaus.
Já o vereador  Chico Preto (PMN) defende que a plataforma continue operando em Manaus, pois se trata de um serviço regular, previsto na lei federal 12.587.  “Reprimir o serviço é um retrocesso da prefeitura, que está na contramão da mobilidade urbana”, disse o vereador. Para Chico Preto, a Uber não precisa ser regularizado, apenas organizado pela prefeitura, conforme estabelece o artigo 4º  da lei 12.587,  que determina que o transporte individual de passageiros  deve ser organizados, disciplinados e fiscalizados  pelo poder público municipal.  “Este é um serviço privado”, disse o vereador.
Fonte: Portal A Crítica 

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