O jogaço entre Inter e Corinthians fez jus a todo o peso do confronto, acima do momento

Quando as bolinhas do sorteio da Copa do Brasil apontaram para o confronto entre Internacional e Corinthians, as expectativas se criaram mais pela representatividade do passado, ao invés de propriamente pelo presente. Dois dos maiores clubes do país, com um histórico de rivalidade, lutando pela vida em uma das etapas iniciais da competição. Para falar a verdade, a realidade de interrogações sobre colorados e alvinegros, em início de temporada, até tirava um pouco do embalo. No entanto, as duas equipes trataram de honrar o contexto nesta quarta, ao menos na partida de ida, disputada no Beira-Rio. Fizeram um verdadeiro jogaço, cheio de chances de gol e de possibilidades. Por fim, o empate por 1 a 1 deixa a situação totalmente aberta para o reencontro em São Paulo. Cria a expectativa de mais um grande embate na próxima semana.


O ambiente especial no Beira-Rio se deu desde o lado de fora do campo. Mais de 37 mil torcedores encheram as arquibancadas. Ajudaram a dar peso ao encontro, entre dois times que podem não ser unanimidades neste início de trabalho, mas jogaram com muita vontade. E o ritmo intenso contribuiu para que a empolgação se elevasse. A aplicação de ambos os lados era óbvia, com muita pegada nas disputas de bola. Além disso, as ocasiões de gol foram surgindo aos montes desde o primeiro tempo.

O jogo foi tão particular que, durante a primeira etapa, embora o Internacional tenha sido superior e pressionado no campo de ataque, o jogador que mais se destacava era o goleiro colorado, Marcelo Lomba. Como manda a cartilha corintiana, o time se resguardou no campo de defesa e tomava pressão dos anfitriões, com Andrés D'Alessandro orquestrando as ações. Brenner e Nico López desperdiçaram bons lances, enquanto Cássio apareceu, inclusive em um cruzamento fechado de Edenílson que o arqueiro desviou e ainda bateu na trave. Todavia, os principais milagres aconteciam na outra meta, nas chegadas alvinegras. Lomba se agigantou para duas defesas em sequência contra Romero, além de salvar com a ponta dos dedos o chute de Maycon, que tinha endereço.

Os gols vieram para botar fogo no jogo durante o início do segundo tempo. O Corinthians abriu o placar aos sete minutos. Arana avançou pela esquerda e cruzou rasteiro. Lomba não alcançou a bola e Romero não teve muito trabalho de estufar as redes. Já a resposta do Internacional não tardaria tanto a acontecer. Quatro minutos depois, D'Alessandro cobrou escanteio curto para Nico López, o uruguaio mandou a bola na área e encontrou Rodrigo Dourado, completando para a meta. Era de um lado e de outro, mantendo a fome de ambos os times em busca da vantagem na primeira partida.

Pouco depois, surgiu um clima propício para o duelo particular entre Giovanni Augusto e Valdívia, protagonistas da negociação entre os clubes que naufragou. Ambos entraram em campo, e os torcedores colorados não perdoaram a recusa do corintiano pela transferência, vaiando bastante. Curiosamente, algumas das principais chances vieram de seus pés. Valdívia chegou incomodando pelos lados do campo e quase possibilitou a virada. Giovanni, por sua vez, teve uma oportunidade clara, mas parou outra vez em Lomba. Apesar da insistência, o empate prevaleceu. A resolução acaba em Itaquera.


O Internacional certamente agradou seus torcedores. A intensidade saltou aos olhos, apesar da falta de capricho um pouco maior nas conclusões. O saldo corintiano, por sua vez, não é ruim. Pelo contrário, mesmo com dificuldades para trabalhar a bola e sem alguns de seus principais jogadores, o time só não fez mais gols pela atuação excelente de Marcelo Lomba. Noite eletrizante de futebol, para fazer jus àquilo que os dois clubes representam.

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