SSP confirma mortes e agentes penitenciários mantidos reféns no Compaj

Patrick Marques / portal@d24am.com

Sérgio Fontes concedeu entrevista coletiva, na noite deste domingo (1º), para falar sobre a situação no Compaj.Foto: Patrick Marques

Manaus - O secretário de Estado de Segurança Pública, Sérgio Fontes, confirmou, na noite deste domingo (1º), que uma possível briga entre facções no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) resultou em, pelo menos, seis mortes neste domingo. Além disso, doze agentes penitenciários foram feitos reféns pelos detentos. "Há pelo menos seis mortos no Compaj. Sabemos pois os próprios detentos jogaram os seis corpos lá de dentro", informou o secretário, durante coletiva de imprensa.
O secretário informou que uma facção criminosa está liderando a rebelião, com o objetivo de atingir uma outra facção rival. "Há mortos e há fugitivos na situação, mas somente ao término das investigações que vamos levantar a quantidade. Sabemos que tem, pelo menos, seis mortos, porque os seis corpos foram jogados para fora do Complexo, decapitados", informou.
Sérgio Fontes também informou que há a possibilidade de que os detentos estejam armados no Compaj, pois receberam informações de que houve uma troca de tiros no local. "É possível que essas armas tenham entrado durante as visitas de fim de ano, que são mais constantes", disse.
Segundo o secretário, a 'crise' iniciou, na tarde deste domingo, com a fuga de detentos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), por volta de 15h, após funcionários do Instituto terem encontrado um túnel e constatado a fuga. "As investigações vão seguir para saber se as duas situações estão ligadas. Os detentos do Ipat podem ter realizado a fuga para chamar atenção da polícia ao local e, assim, diminuir a frota em outro", completou o secretaria, acrescentando que, até o momento, 15 foragidos foram recuperados.
O secretário encerrou a coletiva informando que, no momento, está sendo realizada uma negociação com os detentos e a expectativa é que termine nas próximas horas. Dentre os doze agentes penitenciários, somente oito continuam mantidos reféns.

Maior fuga em massa do Estado
Em julho de 2003, no governo Omar Aziz,176 detentos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) se beneficiaram com a falha no controle e fugiram, concretizando a maior fuga em massa já registrada no Estado e uma das maiores do País. Os presos escaparam enquanto todo o policiamento estava mobilizado para a revista na ala feminina da Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro.
Em julho deste ano, a direção da Raimundo Vidal descobriu que um grupo de pelo menos dez detentas usava com frequência aparelhos celulares e postavam fotografias delas dentro da cadeia nas redes sociais. No mesmo mês, 21 detentos ficaram feridos após um princípio de rebelião. Em agosto, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) instaurou uma sindicância para apurar as circunstâncias da fuga de um detento que, após pular o muro da cadeia, conseguiu pegar um ônibus da linha 704.
Dois presos foram mortos e outros 11 ficaram feridos em rebeliões motivadas por ‘disputa de poder’ dentro do Ipat e na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) em 24 de agosto daquele ano.
Em outubro de 2013, os detentos da cadeia pública de Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus) fizeram uma rebelião em protesto à alimentação ruim e à superlotação do presídio. A unidade tem capacidade para 23 apenados, mas abrigava 103 presos, sendo 96 na ala masculina e sete na ala feminina.

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