Quatro soldados israelenses morrem em ataque com caminhão em Jerusalém

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Médicos israelenses carregam um corpo de uma das vítimas no local do ataque em Jerusalém, no dia 8 de janeiro de 2017
Quatro soldados israelenses morreram neste domingo atropelados por um caminhão em Jerusalém, em um ataque realizado por um palestino apresentado por Israel como simpatizante do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).
O motorista foi morto a tiros, e 17 soldados ficaram feridos, um deles com gravidade, segundo socorristas.
O motorista do caminhão foi identificado pela imprensa palestina como Fadi Al-Qanbar, morador de Jerusalém Oriental, parte da cidade ocupada e anexada por Israel em 1967.
Os militares mortos eram três mulheres e um homem, todos de cerca de 20 anos, um subtenente e três soldados.
"Os atentados se sucedem, desde a França até Berlim, e, agora, em Jerusalém, e é provável que estejam relacionados", indicou o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmando que o motorista era "simpatizante do EI".
O ataque aconteceu no começo da tarde, em um passeio público popular do qual se pode avistar a Cidade Velha de Jerusalém.
Um grupo de soldados desembarcava de um ônibus, quando o caminhão acelerou na direção deles", informou o porta-voz da polícia israelense Micky Rosenfeld.
O caminhão acabou a ação no gramado, perto do ônibus, com marcas de tiro no para-brisa.
Um vídeo publicado na internet mostra um pequeno caminhão branco saindo da rota e espalhando pânico entre os soldados. Em seguida, dá marcha a ré e retorna ao local, onde é detido, provavelmente por tiros.
A guia Lea Schreiber, que acompanhava um dos grupos de soldados levados ao local para conhecer a história da cidade, descreveu: "Todo mundo gritava (...) Houve uma ordem para que se protegessem atrás de um pequeno muro, porque se temia outro ataque."
- Reações diferentes -
"Primeiro, pensamos que fosse um acidente. Mas quando o motorista continuou, percebemos que se tratava de um atentado terrorista, e atiramos", comenta um soldado em um vídeo do Exército israelense.
O ataque aconteceu no limite entre os bairros Armon Hanatziv, de colonização judaica, e Jabal Mukaber, palestino.
Fawzi Barhum, porta-voz do Hamas islamita palestino, inimigo de Israel, classificou o ataque de "ato heroico".
"Não há nada de heroico nesses atos", reagiu o coordenador especial da ONU para o processo de paz, Nikolay Mladenov.
Os Estados Unidos condenaram "nos termos mais firmes" o ataque, que classificaram de covarde, segundo um comunicado do governo.
"Oferecemos todo o nosso apoio aos nossos aliados israelenses, que trabalham para determinar quem está por trás deste ataque", assinalou Ned Price, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, que ofereceu condolências aos parentes das vítimas.
"Tais atos covardes não se justificam, e fazemos um chamado a todos para enviar uma mensagem clara de que o terrorismo não pode ser tolerado", assinalou.
Em Israel, Jerusalém e Cisjordânia ocupada tem havido desde setembro de 2015 uma onda de ataques palestinos, em sua maioria cometidos com armas brancas e, em alguns casos, com armas de fogo ou utilizando carros para atropelar pedestres.
Antes do ataque deste domingo, a onda de violência, que havia baixado de intensidade nos últimos meses, tinha causado a morte de 247 palestinos, 40 israelenses, dois americanos, um jordaniano, um sudanês e um eritreu, segundo uma contagem da AFP.
A maioria dos palestinos mortos eram jovens que atacaram ou tentaram atacar militares ou civis israelenses.
A tragédia deste domingo ocorre cinco dias após a condenação de um jovem soldado israelense acusado de ter matado um palestino ferido.
O sargento Elor Azaria, 20 anos, foi considerado culpado de homicídio voluntário por um tribunal militar israelense. Os juízes devem levar várias semanas antes de pronunciar a sentença contra o sargento.

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