Prefeito Artur Neto fala sobre rebelião em Manaus

Em texto publicado em sua rede social, o prefiro de Manaus, Artur Neto, falou sobre a questão da rebelião de chocou o país está semana.

Leia na íntegra 

Um pouco mais abaixo, aqui mesmo nesta página, falo, com satisfação e orgulho, do início da vacinação, em parceria com o Ministério da Saúde, de meninos de 12 e 13 anos, contra esse mal insidioso e perverso, porém perfeitamente evitável, que é o HPV. Em relação às meninas, começamos a fazer isso, pioneiramente, em 2013. E já imunizamos cerca de 200 mil pessoinhas, que merecem a saúde e a esperança. 
Anuncio agora que estou enviando mensagem à Câmara Municipal de Manaus, propondo modificação no Plano Diretor e, por esse meio, proibindo a construção de presídios no perímetro urbano da cidade. As razões são simples: a) não tenho poder de polícia para agir diretamente contra o crime organizado; tenho, por outro lado, o dever permanente de proteger, pelos meios a minha disposição, o povo que fui eleito para governar; b) em caso de fuga de presídios, como agora mesmo aconteceu no Compaj, quanto mais distantes estiverem os fugitivos da população ordeira, tanto melhor e menos grave; c) a ação policial será facilitada, porque barreiras certamente serão estabelecidas, tornando menos difícil o trabalho de recaptura.
Considero obviamente inadequada a colocação de presos na extinta penitenciária Raimundo Vidal Pessoa, situada em plena avenida 7 de setembro, pela absoluta incapacidade de ali se garantir a disciplina e o cumprimento das decisões legais geradoras das condenações em tela. Nada parecido com a chacina do Compaj poderá e/ou deverá repetir-se em nossa cidade.
Nem me refiro ao passado recentíssimo, em que o governo estadual silenciou durante 48 horas, após a tragédia. Prefiro analisar o presente nevrálgico e pensar no futuro inevitável. Cabe, portanto, uma atitude forte do governador contra a empresa que administra o presídio. Pressupõe-se que esse tipo de contrato estabeleça garantias que supram, punitivamente, deficiências comprovadas da parte contratada. Cabe, a meu ver, à empresa responsável - e não ao contribuinte - arcar com as indenizações às famílias dos mortos e o dever de ressarcir o estado das despesas de reconstrução e mobilização que se tornam necessárias e obrigatórias, como decorrência do sinistro.
Afinal, os mais de R$1,1 bilhão despendidos no espaço de seis anos, autorizam a opinião pública a cobrar providências duras, claras e urgentes. As empresas contratadas, em verdade, o foram precisamente para garantir a boa gestão dos presídios e não para permitir o contrabando de armas e orgias já de conhecimento do mundo inteiro.
Lamento, com enorme pesar, que todo o esforço feito para divulgar Manaus positivamente em eventos como a Copa 2014, as Olimpíadas, nosso réveillon pacífico e ordeiro (quase 500 mil pessoas) e o Amazon Live, tenha ido águas abaixo, com as manchetes nacionais e internacionais que registraram e registram a selvageria ocorrida e suas funestas consequências.
Uma dessas consequências poderá ser a vingança, por parte dos criminosos do Primeiro Comando da Capital (SP), contra os criminosos da Família do Norte. Tudo que não deveria existir nem nos nossos piores pesadelos.
Boa tarde a todos.

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