Moral de Rogério Ceni põe mais pressão sobre jogadores do São Paulo

A contratação de Rogério Ceni para comandar o time do São Paulo resultou em muitas mudanças internas no clube. O clima, a atitude, o comportamento e o dia a dia já não são mais os mesmos. E outro fator importante para a temporada que se inicia e que deve ser diferente a partir de agora é a pressão sobre os jogadores do elenco. Isso porque, inevitavelmente, o ex-goleiro carrega consigo todo o moral e o respeito da maior parte de torcedores e dirigentes pela carreira gloriosa que construiu em mais de 20 anos vestindo a camisa tricolor. Ceni é tido por muitos como o maior ídolo da história tricolor. Isso tem um peso e um reflexo imediato: os jogadores vão começar a pagar um preço mais alto nessa nova Era.
A má fase de muitos atletas do atual elenco acabou resultando em pressão sobre o técnico Edgardo Bauza no segundo semestre de 2016. O argentino saiu do clube em função de um convite da seleção de seu país justamente quando começava ser questionado mais duramente pela crítica. Em seguida, chegou Ricardo Gomes, que também não durou muito tempo diante dos maus resultados.
O antecessor de Rogério Ceni conseguiu dar um padrão ao time são-paulino e fez a equipe ser melhor que seus adversários em campo em muitas partidas. O São Paulo tinha mais posse de bola, criava mais oportunidades, mas pecava na conclusão das jogadas, onde justamente o treinador não tem qualquer poder. O ‘defeito’ foi diversas vezes escancarado nas entrevistas pós-jogo e ficou marcado na frase do capitão Maicon: “Eu preferia jogar mal o jogo todo e no final sair com os três pontos”, disse o zagueiro logo após o revés frente ao Botafogo, no Morumbi.
Tudo isso faz parte da realidade do futebol brasileiro e não é novidade para ninguém. Seria assim com qualquer treinador. Mas, não deve ser assim com Rogério Ceni. Pelo menos nesse início de trabalho. O próprio comandante, apesar de inexperiente na função, já avisou que espera ser julgado pelo desempenho e não só pelos resultados.
“Os resultados são importantes, mas mais ainda é a maneira como o time jogo, o que o time quer e o que produz. Às vezes você produz muito e não ganha”, exemplificou Ceni durante a apresentação do grupo para a temporada. “Cobranças chegam para qualquer treinador, mas espero incentivo e análise de um todo, não só de resultados”, reforçou.
Ou seja, Rogério não quer e não deve ser apontado por eventuais fracassos da equipe do São Paulo em situações semelhantes as que colaboraram para a demissão de Ricardo Gomes e de tantos outros pelo país. A partir de agora, se o time jogar bem, dominar, ditar o ritmo e criar situações, a responsabilidade por transformar tudo isso em gols e em vitória será dos que calçam chuteiras, como sempre foi, ou deveria ser. E essa pressão deve se estender após o apito final, caso esses protagonistas falhem “apesar do técnico ter feito sua parte”.
Rogério Ceni está trabalhando, se esforçando, tentando mudar dinâmicas de treinamento, analisando esquemas táticos e participando da reformulação do elenco do São Paulo. Até agora, os jogadores são unânimes, sempre que perguntados, em elogiar a metodologia e falam com empolgação e esperança sobre a temporada que está só começando. Mas é bom que todos eles estejam realmente preparados e que consigam dar uma resposta positiva, porque se as coisas não saírem como se espera dentro do clube, diferente da maioria das vezes, o primeiro a ser responsabilizado não será o técnico.

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