Força Nacional ficará por 30 dias segundo portaria publicada pelo governo

O Ministério da Justiça publicou nesta quinta-feira (12) no "Diário Oficial da União" uma portaria que autoriza a atuação de homens da Força Nacional em Manaus por 30 dias. O auxílio federal foi solicitado pelo governo do Amazonas após uma rebelião no presídio Anísio Jobim (Compaj), que deixou 56 presos mortos, ter detonado uma crise na segurança pública do estado.
De acordo com o Ministério da Justiça, a presença da Força Nacional na cidade pode ser prorrogada por tempo indeterminado caso o comando da operação e a segurança pública estadual verifiquem a necessidade de mais tempo para reestabelecer a ordem na região. A solicitação pode ser feita pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, ou pelo governo local.

De acordo com a portaria, os homens da Força Nacional vão atuar no policiamento ostensivo nas regiões próximas ao presídio. Já haviam desembarcado no Amazonas, nesta terça-feira (10), 99 policiais da tropa federal. O Ministério da Justiça afirmou na portaria que o número de homens empregados vai obedecer o planejamento estabelecido entre as autoridades envolvidas na operação.

A medida faz parte do auxílio do governo federal a sete estados que pediram apoio para reforçar a segurança do sistema penitenciário local: além do Amazonas e Roraima, também pediram ajuda Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins.

Na semana passada, dias depois da rebelião em Manaus, uma outra, em Boa Vista, deixou mais de 30 presos mortos.

Os estados também pediram transferências de presos mais perigosos para presídios federais. Segundo o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, as vagas serão oferecidas assim que a Justiça autorizar as mudanças, a serem feitas pela Polícia Federal.


Criada em 2004, a Força Nacional é formada por policiais militares, policiais civis, bombeiros e peritos vinculados a governos estaduais que tenham passado por treinamento especial do Ministério da Justiça. As tropas são acionadas quando há um pedido de algum governador ou de ministro de Estado e devem atuar em situações emergenciais ou grandes eventos. O envio dos homens depende de portaria do Ministério da Justiça.

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