Foragido, ex-candidato ao governo é preso pela PF no Paraná

Tulio Bandeira
Reprodução / Facebook
O advogado Túlio Bandeira deve ser transferido nesta quinta-feira (12) ao Complexo Médico-Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele foi preso na manhã de quarta-feira (11) em Santo Antônio do Sudoeste, em uma propriedade na Linha São Domingos, próximo à BR-163, Sudoeste do Paraná. Por volta das 7h, agentes da PF cercaram a casa e fizeram a prisão.
Foragido desde o dia 15 de dezembro, investigado na 5ª fase da Operação Pecúlio, Bandeira era procurado pela Polícia Federal e Internacional (Interpol). Contra ele pesa um mandado de prisão preventiva – quando não há prazo determinado. O político é suspeito de participar de um esquema de corrupção na Prefeitura de Foz do Iguaçu, Oeste do Paraná.
Filiado ao PROS, Tulio Bandeira foi candidato ao governo do Paraná em 2014 e à prefeitura de Foz do Iguaçu em 2016.
Túlio Bandeira já esteve preso no ano passado, por outro crime. Quando estava candidato a prefeito de Foz do Iguaçu, ele foi preso por associação criminosa com invasão de terras e extorsão no Mato Grosso do Sul.
Segundo a polícia, ele estava retirando sob ameaças moradores assentados das propriedades. Em setembro, ele ficou 10 dias na cadeia. Antes disso também respondeu a processos sobre desvio de cargas.
Em 2014 chamou atenção ao protagonizar um debate sobre corrupção contra a então candidata ao governo Gleisi Hoffmann, do PT. Além de candidato ao governo e à prefeitura de Foz, Túlio Bandeira já disputou a eleição para deputado estadual em 2002.

Outro procurado da Operação Pecúlio é o ex-presidente da Fundação Municipal de Saúde de Foz Geraldo Biesek e o empresário Inácio Colombelli, que devem ser presos temporariamente. A Operação Pecúlio investiga fraudes em licitações de Foz do Iguaçu.

Operação Pecúlio

A primeira fase da Operação Pecúlio foi deflagrada no dia 19 de abril. A investigação investiga servidores públicos de várias secretarias municipais, diretores, agentes políticos, ex-secretários e empresários que teriam um esquema montado para desviar dinheiro por meio de fraudes em licitações. A Controladoria-Geral da União afirma que tem provas de desvios de 5 milhões de reais que foram desviados dos cofres públicos.
O prefeito afastado de Foz do Iguaçu foi alvo na etapa mais recente da operação. Ele foi preso preventivamente em julho, teve a prisão domiciliar decretada no mesmo mês, e depois conseguiu um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça que o concedeu a liberdade. Reni Pereira é réu desde setembro deste ano.
Do total de 85 réus da ação penal que resultou das quatro fases anteriores da operação, apenas três permanecem presos. Eles respondem pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e fraude em licitações, entre outros.

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