Autor do atentado em boate de Istambul combateu ao lado do grupo EI na Síria

O autor do atentado que deixou 39 mortos na discoteca Reina, em Istambul, na noite do Réveillon, combateu nas fileiras do grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, afirmou nesta terça-feira (3) a imprensa turca. O suspeito continua foragido, mas várias imagens do terrorista estão sendo divulgadas pelas autoridades turcas para ajudar na captura.
A imprensa revelou que o terrorista entrou na Turquia a partir da Síria, onde lutou nas fileiras do grupo Estado Islâmico, que reivindicou o massacre. Segundo o jornal turco Haberturk, o atirador chegou em novembro passado à cidade de Konya, no sul do país, com sua esposa e dois filhos para não chamar a atenção das autoridades. A mulher do jihadista estaria entre as 12 pessoas atualmente detidas após o massacre, acrescentou o jornal.
Na Síria, o suspeito recebeu treinamento para manejo de armas e combate urbano, por isso teria sido "escolhido especialmente" para lançar o ataque contra a boate Reina. O extremista utilizou carregadores duplos para otimizar o tempo de recarga e mirou sempre no tórax das vítimas, afirmaram os jornais Hurriyet e Haberturk, citando fontes da investigação. Sobreviventes dizem que ele atirou contra a cabeça de pessoas que já estavam mortas no chão.
Nos 13 minutos que passou na casa noturna, o terrorista efetuou mais de 180 disparos contra os clientes que festejavam o Ano Novo. O homem, que pode ser originário da Asia Central, deixou o local de táxi.
As autoridades turcas divulgaram fotos do autor do ataque tiradas em diferentes ocasiões. Uma delas mostra o terrorista em uma casa de câmbio de Laleli, um bairro de Istambul, provavelmente vários dias antes do atentado. Ele já foi identificado pelas autoridades, mas até o momento seu nome não foi revelado. A polícia também não confirmou ainda seu vínculo com o grupo EI.
Grupo EI reivindicou atentado
O grupo radical Estado Islâmico reivindicou na segunda-feira (2) o atentado contra a discoteca de Istambul. A polícia antiterrorista turca iniciou uma verdadeira caçada ao agressor foragido e deteve nesta segunda-feira um primeiro grupo de suspeitos de envolvimento no ataque, segundo a agência Dogan.
No comunicado divulgado nas redes sociais, o movimento jihadista afirmou que foi um dos "soldados do califado" que realizou o ataque na discoteca Reina, situada às margens do Bósforo. Esta é a primeira vez que o EI reivindica diretamente um atentado na Turquia, mas vários ataques contra alvos turísticos, principalmente em Istambul, foram atribuídos ao grupo pelas autoridades.
Autoridades dizem que perigo continua
"As operações de buscas ao terrorista ainda estão em andamento. Espero que seja capturado rapidamente", declarou o ministro do Interior, Suleyman Soylu, que acrescentou que "o perigo continua".
Dezessete turcos e 27 estrangeiros morreram no ataque. Além dos 39 mortos, 65 pessoas ficaram feridas no ataque. Entre as vítimas fatais estrangeiras há, ao menos um cidadão belga-turco, uma israelense, três jordanianos, três libaneses, vários sauditas, um líbio, dois indianos, dois marroquinos, uma franco-tunisiana e um tunisiano. Entre os feridos estariam pelo menos quatro franceses e quatro marroquinos.
O ano de 2016 na Turquia foi marcado por uma onda de atentados atribuídos ao EI e aos rebeldes curdos, por um golpe de Estado fracassado que provocou uma intensa repressão do governo e pelo envio de tropas ao norte da Síria. Depois de reivindicar o ataque ontem, o grupo Estado Islâmico é alvo de represálias da Turquia. Operações militares contra redutos do movimento ultrarradical sunita no norte da Síria deixaram 18 mortos e 37 combatentes feridos nesta segunda-feira, segundo o ministério da defesa turco.

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