A poucos dias de deixar o cargo, Barack Obama busca preservar o seu legado

Faltando poucos dias para deixar a presidência dos Estados Unidos, Barack Obama tem o desafio de garantir que algumas das principais medidas adotadas na sua gestão tenham continuidade. A partir de 20 de janeiro, os EUA estarão sob a condução de Donald Trump, eleito em novembro com promessas de fazer mudanças radicais em pontos considerados estratégicos.

As declarações de Trump durante a corrida eleitoral e a recente divulgação dos integrantes do seu governo deixaram a equipe de Obama em alerta para o risco de extinção de algumas ações aprovadas nos últimos oito anos. Entre os projetos ameaçados está o “Obamacare”, que visa regular  a ampliação da cobertura de saúde no país.

Ainda esta semana Obama deve se reunir com parlamentares do Partido Democrata para definir estratégias de proteção ao projeto de saúde, considerado uma das maiores conquistas de sua gestão. Contudo, o professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Eduardo Viola, especialista em política externa, não acredita que Trump consiga fazer grandes alterações no Obamacare, que já está em funcionamento desde 2010. O próprio Trump chegou a recuar da promessa de revogar o projeto e declarou que pode manter partes importantes da lei.

As mudanças propostas pelo magnata podem ser mais efetivas na área ambiental, principalmente em relação aos acordos para redução das emissões de carbono e a adoção de energias renováveis. “Isso não quer dizer que não há uma lógica de descarbonização nos EUA, porque a redução de carbono garantiu mais competitividade para as empresas nos últimos anos”, salientou Viola.

Segundo ele, Obama ainda pode adotar alguma medida nestas semanas, o problema é a capacidade dessas medidas sobreviverem, já que elas podem ser revertidas, porque há um alinhamento forte entre Trump e os republicanos, que são maioria no congresso”.

O professor avalia que a gestão Trump deve aumentar a exploração de petróleo no país, tendência contrária a que vinha sendo adotada por Obama, que em dezembro retirou as águas dos oceanos Atlântico e Ártico das áreas possíveis para novas concessões de exploração de gás e óleo. No apagar das luzes de seu governo, Obama quer ainda finalizar resoluções que tratam da construção de oleodutos, segundo o jornal Washington Post.

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